Suspeitos de formar grupo de extermínio em cidade da Grande Natal são denunciados pelo MP

4ª Promotoria de Justiça de Ceará-Mirim e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) ofereceram denúncia contra seis homens que seriam integrantes de um grupo de extermínio. De acordo com o Ministério Público, eles são acusados de praticar homicídio na madrugada do dia 21 de fevereiro de 2017, na sequência de mortes que se seguiu ao assassinato do sargento da Polícia Militar, Jackson Sidney Botelho Matos, ocorrido no município de Ceará-Mirim, na noite do dia 20 de fevereiro deste ano.

A denúncia foi recebida pela vara Criminal da comarca de Ceará-Mirim.

Na peça, o MPRN pede a condenação de Diego Cruz da Silva, Mizael da Costa, Damião da Costa Claudino, Fabiano Bezerra de Farias, Creginaldo Costa da Cunha Santos e João Maria Rodrigues do Nascimento, pela prática dos crimes de homicídio mediante paga ou promessa de recompensa, por motivo fútil, com emprego de tortura e crueldade e sem chance de defesa da vítima.

A pena é aumentada de um terço até a metade se o crime for comprovado que o crime foi praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio.

Cinco denunciados estão presos por força de mandados de prisão preventiva, a pedido do próprio Ministério Público. Mizael da Costa está foragido.

Segundo as investigações realizadas pela Força Nacional de Segurança Pública com apoio do Ministério Público, os seis homens faziam parte de um grupo de extermínio com atuação em Ceará-Mirim, na região metropolitana de Natal. Ele seria composto por vigias de rua e por alguns integrantes das forças de segurança pública e se destinava a matar pessoas sobre as quais houvesse algum tipo de suspeita de envolvimento com delitos, como roubos, furtos, tráfico e uso de drogas.

Ainda de acordo com os investigadores, a morte do policial militar Jackson Sidney Botelho Matos provocou repercussão no Rio Grande do Norte e ensejou a ação do grupo. O policial exercia um papel de liderança, e, por isso, os integrantes teriam promovido uma “caçada humana” contra seus alvos, após a morte dele. A série de crimes resultou no assassinato de 14 pessoas entre os dias 20 e 22 de fevereiro de 2017.

Fonte:https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte