Policial civil acusado de matar colega a tiros em Natal vai a júri popular, decide juiz

 Tibério França, que está preso, foi denunciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado (Foto: PF/Divulgação)
Tibério França, que está preso, foi denunciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado (Foto: PF/Divulgação)

O policial civil Tibério Vinicius Mendes de França, acusado de matar a tiros o colega Iriano Serafim Feitosa, crime ocorrido em fevereiro do ano passado na Zona Sul de Natal, vai sentar no banco dos réus. A decisão de mandá-lo a júri popular foi tomada nesta segunda-feira (29) pelo juiz Ricardo Procópio Bandeira de Melo, titular da 3ª Vara Criminal da capital. A data do julgamento, no entanto, ainda não foi definida.

O Ministério Público, que pede a condenação do policial pelo crime de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima), ainda requer a transferência de Tibério para o Presídio Federal de Mossoró. A promotoria alega que ele, mesmo preso, vem fazendo ameaças a duas testemunhas.

A mulher de Iriano, a advogada Ana Paula da Silva Nelson, também aparece no processo como vítima. Ela estava em um carro com o marido quando os tiros foram disparados contra o veículo. Por ter sido atingida na perna esquerda e no tórax, Tibério também foi denunciado por tentativa de homicídio — igualmente qualificado por motivo fútil e impossibilidade de defesa.

Advogada Ana Paula Nelson e o marido Iriano Feitosa (Foto: Ana Paula Nelson/Arquivo Pessoal)
Advogada Ana Paula Nelson e o marido Iriano Feitosa (Foto: Ana Paula Nelson/Arquivo Pessoal)

Ana Paula também chegou a ser presa. Não por ter participado da morte do próprio marido, mas por ser suspeita de envolvimento com uma facção criminosa investigada pela ‘Operação Medellín’, que foi deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil em setembro do ano passado. Segundo as investigações, a advogada fazia parte de uma quadrilha de traficantes. Além do comércio de drogas, o bando também cometia crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens e valores.

O crime

Iriano foi assassinado no dia 3 de fevereiro de 2016 no conjunto Cidade Satélite, na Zona Sul de Natal. Ele e a mulher dele passavam de carro pela Av. Xavantes quando foram atacados. “Esse policial (Tibério França) se aproveitou de um descuido do meu marido. Ele se aproximou sozinho em uma moto e, sem parar, efetuou vários disparos”, relatou a esposa, a advogada Ana Paula Nelson, que também foi baleada.

Iriano morreu minutos após dar entrada no Pronto-Socorro Clóvis Sarinho.

 Iriano Serafim Feitosa estava dirigindo o carro, ao lado da esposa, quando foi baleado (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
Iriano Serafim Feitosa estava dirigindo o carro, ao lado da esposa, quando foi baleado (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

Atualmente, Tibério encontra-se detido no Presídio Provisório Professor Raimundo Nonato Fernandes, mais conhecido como Cadeia Pública de Natal.

Fonte:http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/policial-civil-acusado-de-matar-colega-a-tiros-em-natal-vai-a-juri-popular-decide-juiz.ghtml