Marina Silva lidera intenções de votos para a Presidência

Marina Silva (PSB): ex-senadora lidera pesquisa divulgada pelo Datafolha com 21% das intenções de votos
Marina Silva (PSB): ex-senadora lidera pesquisa divulgada pelo Datafolha com 21% das intenções de votos

A ex-senadora Marina Silva lidera as intenções de votos para a Presidência da República com 21 por cento, seguida por Aécio Neves (PSDB), com 19 por cento, e Lula (PT), com 17 por cento. Levantamento realizado em fevereiro mostrava Marina com 19 por cento, Aécio com 24 por cento e Lula com 20 por cento.

Considerando a margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os três aparecem em empate técnico. O primeiro cenário ainda mostrou o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) com 6 por cento das intenções de votos cada.

No cenário dois, em que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin seria o candidato do PSDB, Marina aparece com 23 por cento das intenções, seguida de Lula ( 17 por cento), Alckmin (11 por cento), Ciro Gomes (7 por cento) e Bolsonaro (6 por cento.

No cenário três, com o senador José Serra (SP) concorrendo pelos tucanos, Marina aparece com 24 por cento, Lula tem 17 por cento, Serra obtém 13 por cento e Ciro Gomes e Bolsonaro atingem 7 por cento cada.

A pesquisa ainda trouxe um quarto cenário, com os três candidatos do PSDB e incluindo o juiz Sérgio Moro (sem partido), responsável pelas ações decorrentes da operação Lava Jato. A distribuição das intenções de votos nesse quadro ficou: Marina e Lula, 17 por cento cada; Aécio, 14 por cento; Sergio Moro, 8 por cento; Serra, 6 por cento; Bolsonaro, Ciro Gomes e Alckmin, 5 por cento cada.

AVALIAÇÃO DO GOVERNO

O levantamento ainda mostrou que 69 por cento dos entrevistados avaliam o governo atual como ruim ou péssimo, piora contra pesquisa de fevereiro, que mostrou 64 por cento. O percentual que avalia o governo como regular passou para 21 contra por cento. Apenas 10 por cento avaliam o governo ótimo ou bom, contra 11 por cento na pesquisa de fevereiro. O instituto ouviu 2.794 eleitores em 171 municípios de todo o país nos dias 17 e 18.

Exame

Advogados de Lula tentam tirar Gilmar Mendes do processo no STF

G1 – O governo e a defesa do ex-presidente Lula entraram com novos recursos no Supremo Tribunal Federal contra a decisão do

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Ministro do STF, Gilmar Mendes diz que a nomeação de Lula foi tentativa de obstruir a justiça e concede liminar a pedido que impede o ex-presidente de tomar posse.

ministro Gilmar Mendes de suspender a nomeação de Lula como ministro Chefe da Casa Civil. Gilmar Mendes argumentou que a nomeação teve a intenção de dar foro privilegiado a Lula e, assim, obstruir o progresso das medidas judiciais.

A defesa do ex-presidente Lula insiste no pedido para que o Supremo proíba o juiz Sérgio Moro de seguir investigando Lula na Operação Lava Jato, conforme decisão do ministro Gilmar Mendes, na última sexta-feira (18).

No mesmo dia, os advogados entraram com o pedido no Supremo questionando a divulgação de conversas gravadas do ex-presidente e pedem também uma apuração, para saber se houve crime no grampo e na divulgação das gravações.

O documento afirma que o diálogo entre Lula e Dilma não tinha mais autorização judicial, porque naquele momento o juiz Sérgio Moro já havia suspendido as escutas e que as gravações foram divulgadas de forma ilegal. Outro pedido é a intervenção do Supremo para disciplinar e preservar o material das investigações.

O juiz Sérgio Moro justificou ter tornado a gravação pública afirmando que “a democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes – mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras”. O juiz disse ainda que, sem sigilo, os investigados podem exercer amplo direito de defesa.

No dia seguinte, em novo despacho, o juiz afirmou que entre a decisão e a implementação da ordem junto às operadoras foi colhido novo diálogo telefônico juntado pela autoridade policial. Moro afirma que não havia reparado antes no ponto, mas não vê maior relevância. Diz que como havia justa causa e autorização legal para a interceptação, não vislumbra maiores problemas no ocorrido.

Moro considera que não é ainda o caso de exclusão do diálogo, considerando o seu conteúdo relevante no contexto das investigações, e que a circunstância do diálogo ter por interlocutor autoridade com foro privilegiado não altera o quadro, pois o interceptado era o investigado, e não a autoridade. Finaliza dizendo que, evidentemente, caberá ao Supremo Tribunal Federal, quando receber o processo, decidir definitivamente sobre essas questões.

A defesa de Lula pediu ao Supremo para que o Ministro Gilmar Mendes não atue mais nos processos relacionados ao ex-presidente por se tratar de uma investigação da Operação Lava Jato, que já estava a cargo do ministro Teori Zavascki.

No documento enviado ao ministro Teori, os advogados dizem que o ministro Gilmar Mendes extrapolou os limites de atuação porque não poderia ter suspendido a nomeação de Lula por meio de um mandado de segurança em resposta a ações do PSDB e PPS, e que atuou em matéria que está exclusivamente nas mãos do ministro Teori.

A Advocacia-Geral da União trabalha para tentar garantir que o ex-presidente Lula assuma o cargo de ministro. Primeiro pediu ao Supremo para anular a decisão de devolver a investigação sobre Lula ao juiz Moro e os mais de 50 pedidos pelo país que questionam a posse. O advogado-geral da União pediu uma decisão urgente ao ministro Teori Zavascki.

A AGU argumenta que é necessária uma excepcional medida cautelar para suspender todos os processos enquanto o plenário da corte não decidir se Lula pode ou não assumir o cargo.

A decisão do ministro Gilmar Mendes, que suspendeu a posse, saiu na sexta-feira (18). Ele considerou que as conversas interceptadas com autorização da Justiça apontam que o propósito da nomeação era dar foro privilegiado a Lula e obstruir a execução de medidas judiciais.

Na decisão, ele cita quatro grampos: a conversa entre Lula e o cientista político Alberto Carlos de Almeida, em que ele diz para Lula que ir para o ministério é a solução para resolver os seus problemas com a Justiça; a conversa entre o presidente do PT, Rui Falcão, e o então ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, em que Falcão, preocupado com uma possível prisão de Lula, pergunta o que acontece se ele for nomeado; a conversa entre Lula e a presidente Dilma em que Lula diz que os poderes da União estão acovardados diante da Lava Jato; e o diálogo em que Dilma diz que está enviando um termo de posse a Lula para ser usado em caso de necessidade.

Dilma disse publicamente mais de uma vez que a intenção era ter um documento assinado por Lula para a posse, caso ele não pudesse ir à Brasília. Os investigadores disseram que era para Lula ter em mãos e apresentar à polícia em caso de ação judicial.

Para o ministro, o fato de a presidente Dilma Rousseff ter se manifestado sobre a conversa representa uma admissão pessoal não só da existência, como também da autenticidade do conteúdo da gravação.

Gilmar Mendes disse que a nomeação de Lula tinha um objetivo de falsidade claro: impedir o cumprimento da ordem de prisão de juiz de primeira instância, uma espécie de salvo conduto emitido pela presidente da República.

No Supremo não é comum um ministro derrubar a decisão de outro, por isso,  a decisão sobre o caso deve ficar mesmo com o plenário do tribunal, que só volta a se reunir depois da Páscoa.

Na noite deste domingo (20), a assessoria do Instituto Lula informou em nota que os advogados do ex-presidente impetraram um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, encaminhado ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, contra a decisão proferida na última sexta-feira pelo ministro Gilmar Mendes, que, além de suspender o ato de nomeação do ex-presidente Lula para o cargo de ministro da Casa Civil, a pedido do PPS e do PSDB, também determinou o retorno das ações e dos inquéritos contra Lula ao juiz Sérgio Moro, que havia declinado da competência por meio da decisão proferida no último dia 16.

Os advogados alegam que a decisão é nula, pois caberia ao ministro Teori Zavascki, como relator pré-determinado, examinar a decisão do juiz Moro de remeter os processos ao Supremo. Além disso, argumentam que Gilmar Mendes já havia se manifestado sobre o assunto fora dos autos, com pré-julgamento da causa.

A ação pede que o STF suspenda o trecho da decisão que determinou o retorno das ações ao juiz Sérgio Moro, apontando que Lula já teria sido vítima de arbitrariedades praticadas pela 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba.

A nota do Instituto Lula diz que a nomeação dele para a Casa Civil não interrompe as investigações, mas as transfere para o núcleo da Lava Jato em Brasília. A nota segue, afirmando que é falso dizer que Lula estaria com isso fugindo de investigações e declara ainda que Lula não é acusado de nenhum crime, mesmo depois do que chama de verdadeira devassa e de intimidações a que foi submetido nos últimos meses.

A tudo isso, prossegue a nota do Instituto Lula, o ex-presidente vem respondendo com dignidade e serena confiança nas instituições e nas pessoas que têm a responsabilidade de encarná-las.

Ditadura? Ministro da Justiça diz a jornal que não tolerará vazamentos da PF

O novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, dá entrevista após cerimônia de transmissão de cargo (Foto: Gustavo Garcia/G1)
MJ Eugênio Aragão – Intolerância a vazamento 

G1 – O novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, disse, em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo” publicada neste sábado (19), que não vai tolerar vazamentos de investigações e disse que, se “cheirar” vazamento por um agente, a equipe inteira será trocada, sem a necessidade de ter prova.

O presidente da Associação de Delegados da Polícia Federal (ADPF), Carlos Eduardo Miguel Sobral, reagiu às declarações do novo ministro dizendo que a entidade não compactua com vazamentos. A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) informou à “Folha” esperar que a gestão do novo ministro foque na busca do equilíbrio dos ânimos internos da PF.

Aragão é ligado ao PT e tomou posse na quinta-feira (17) no lugar do ex-ministro Wellington César Lima e Silva, que ficou apenas 11 dias no cargo após uma polêmica por ser integrante do Ministério Público – condição que acabou impossibilitando a sua permanência na vaga.

“A primeira atitude que tomo é: cheirou vazamento de investigação por um agente nosso, a equipe será trocada, toda. Cheirou. Eu não preciso ter prova. A PF está sob nossa supervisão. Se eu tiver um cheiro de vazamento, eu troco a equipe. Agora, quero também que, se a equipe disser ‘não fomos nós’, que me traga claros elementos de quem vazou”, disse.

O presidente da ADPF rebateu: “Nós lamentamos profundamente as frases do ministro da Justiça, que disse que trocará a equipe da investigação Lava Jato sem qualquer prova, sem qualquer apuração, sem qualquer indício de que há vazamento”, afirmou Sobral. Ele disse, ainda, a entidade avalia tomar medidas judicias para evitar qualquer tipo de afastamento sem prova.

O presidente da Fenapef, Luís Boudens, afirmou em comunicado que “é compreensível a preocupação do novo Ministro da Justiça, Eugênio Aragão, embora isso não atinja a autonomia investigativa da Polícia Federal”.

Após manifestação das entidades, o ministro divulgou nota na qual afirma que “dará todo apoio e amparo ao cumprimento da nobre missão policial”. “A Polícia Federal é reconhecida pelo profissionalismo e eficiência de sua atuação, que deve ser aprimorada e apoiada permanentemente. […] Verificada a existência de procedimento irregular ou com suspeição fundada de irregularidade, é dever da autoridade supervisora afastar o risco ao devido processo legal, de maneira a garantir os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos.”

O novo ministro chega para comandar a pasta depois de um bombardeio de críticas à atuação de José Eduardo Cardozo, que deixou o cargo no fim de fevereiro. O PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticava a forma como Cardozo estava conduzindo o ministério durante os desdobramentos da Operação Lava Jato.

Os vazamentos do conteúdo de investigações foram alvo de constantes críticas do governo federal, que tem sofrido pressão por parte de petistas para que haja um controle maior do ministério da Justiça sobre a Polícia Federal.

Na entrevista, o repórter da “Folha” pergunta se o ministro foi escolhido para influenciar na operação Lava Jato. Aragão nega. “Não, de jeito nenhum. Não tenho essa prerrogativa, essa competência”, respondeu.

Sobre possíveis mudanças na equipe da PF, o atual ministro da Justiça afirmou que é preciso ter motivos. “Eles têm de me dar motivos. Não posso simplesmente dizer ‘não gosto desse daí’ porque está sendo muito eficiente. Eles têm de ultrapassar a linha vermelha, terem comportamento que não seja profissional. Venho do Ministério Público e sei quão caro é a independência funcional”, declarou.

“A polícia é um órgão hierárquico, muito diferente do Ministério Público. Mas não posso mexer com a atividade fim da polícia. Seu planejamento só me interessa na medida que tenho que me preparar para seu impacto político”, completou.

Na entrevista, o repórter também pergunta se o diretor-geral da PF, Leandro Daiello, vai continuar no cargo. “Não conversamos sobre isso ainda. Eu preciso, e isso ele vai me fazer, de um levantamento da situação lá. Quero, evidentemente, na PF pessoas que tenham alguma liderança interna. Essas instituições que têm competências autárquicas, e são independentes na sua atuação, precisam ser dirigidas por lideranças”, respondeu.

“A permanência de ninguém neste ministério, a não ser do doutor Marivaldo Pereira (secretário-executivo), está garantida”, concluiu.

Conversas de Lula ao telefone
Numa conversa gravada com autorização da Justiça, em 1º de março, há evidências de que o ex-presidente Lula realmente queria a saída do então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, do cargo para evitar o que Lula chamava de vazamentos de informação. O indicado para substituir Cardozo foi Welligton Lima e Silva, que acabou não ficando à frente da pasta por ser integrante do Ministério Público.

A conversa de Lula foi com o ministro da comunicação social, Edinho Silva. “Essa é uma coisa que eu queria falar com você, e a outra é o seguinte: é importante você ficar atento, porque vai sair muitas críticas indicação do novo ministro, com o objetivo de encurralá-lo”, disse Lula. “É isso.. É isso, já começou”, responde Edinho.

Lula continua: “O objetivo é encurralá-lo. Crítica da ‘Veja’, crítica do ‘Globo’, crítica da Globo, crítica… ou seja, no fundo, no fundo, eles querem evitar que qualquer ministro acabe com o vazamento da Polícia Federal”.

Em nota, o ministro Edinho Silva afirma que “o diálogo nada tem de ilícito e diz respeito a uma crítica, que já é de conhecimento público, sobre os vazamentos seletivos, amplamente utilizados para luta político-partidária”.

Em outra ligação, ainda em 1º de março, Lula fala  com o então ministro chefe da Casa CivilJaques Wagner.

“Deixa eu te dizer uma coisa, eu tava pensando se não era o caso de eu não ir a Brasília hoje”, diz Lula. “Por conta da saída do rapaz?”, questiona Jaques Wagner.  “Por conta da saída do rapaz, ou seja…”, responde Lula. “Isso, ela se preocupou ontem, ficou dizendo ‘depois vão ficar dizendo que ele só veio aqui pra comemorar o bota-fora’’”, falou o então ministro da Casa Civil. “Então eu acho que era melhor eu não ir”, completa Lula.

Conversa de Lula com Eduardo Paes
Em outra ligação no mesmo dia, Lula conversa com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e critica o Ministério Público e a Polícia Federal, dizendo que integrantes desses órgãos acreditam ser “enviados de Deus”. “Olha, deixa eu lhe falar uma coisa. Esses meninos da Polícia Federal e esses meninos do Ministério Público, eles se sentem ‘enviados de Deus'”, afirmou Lula.

O ex-presidente disse ainda a Paes que se vê como a “chance que esse país tem de brigar com eles para tentar colocá-lo no seu devido lugar”. “Ou seja, nós criamos instituições sérias, mas tem que ter limites, tem que ter regras”, completou. Eduardo Paes não quis comentar o diálogo.

Lula também critica, em outra ligação com o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE) a CPI do Carf na Câmara, que apura denúncias de venda de decisões favoráveis a empresas com dívidas junto à Receita Federal. As suspeitas também estão no foco da Operação Zelotes da Polícia Federal, que investiga pagamentos feitos por investigados para a empresa de um dos filhos de Lula, Luís Claudio Lula da Silva.

O deputado José Guimarães afirmou que o diálogo com o ex-presidente lula revela estratégias da disputa política. Ele disse que sempre teve e continuará tendo relação política e de parceria com Lula e que as conversas têm a intenção de enfrentar a guerra declarada com a oposição que está em andamento na Câmara dos Deputados.

Vale lamenta morte de Roger Agnelli e se solidariza com a família

Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, fala durante entrevista coletiva em Belo Horizonte, em fevereiro de 2013 (Foto: Washington Alves/Reuters/Arquivo)
Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, fala durante entrevista coletiva em Belo Horizonte, em fevereiro de 2013 (Foto: Washington Alves/Reuters/Arquivo)

G1 – A mineradora Vale divulgou nota neste domingo (20) lamentando a morte do ex-presidente Roger Agnelli, de 56 anos, ocorrida durante um acidente aéreo em São Paulo no sábado (19) na Casa Verde, Zona Norte de São Paulo. Também estavam no avião, modelo CA-9, de prefixo PR-ZRA, a mulher dele, Andrea, e dois filhos, Ana Carolina e João.

O genro Parris Bittencourt, a namorada do filho de Agnelli e o piloto são as outras vítimas. Uma mulher que estava fechando o portão da residência atingida ficou ferida e foi levada ao pronto-socorro da Santa Casa.

Familiares das vítimas passaram durante a noite no Instituto Médico Legal (IML) da capital paulista, mas não falaram com a imprensa. Ainda não há informações sobre quando haverá a liberação dos restos mortais das vítimas, que estão sob avaliação de legistas da parte antropologia forense. Segundo a Aeronáutica, o avião caiu logo após a decolagem.

“Foi com imenso pesar que a Vale recebeu a notícia do falecimento neste sábado de Roger Agnelli, aos 56 anos, presidente da empresa no período de julho de 2001 a maio de 2011. A Vale e seus empregados se solidarizam com a dor dos familiares e amigos do executivo que tanto contribuiu para o desenvolvimento da nossa empresa. Durante os 10 anos em que Roger presidiu a Vale, a companhia se consolidou como a maior produtora global de minério de ferro e a segunda maior mineradora do mundo. Foi durante sua gestão que a Vale intensificou sua estratégia de expansão global, que levou a Vale a um novo patamar no mercado global de mineração”, afirmou a mineradora em nota.

A aeronave caiu na Rua Frei Machado, 110, perto da Avenida Braz Leme. O aeroporto Campo de Marte foi fechado logo após o incidente, às 15h30.

O empresário  foi presidente da Vale de julho de 2001 a maio de 2011, quando foi substituído pelo atual presidente da mineradora, Murilo Ferreira. Sob o comando de Roger Agnelli, a Vale se expandiu internacionalmente e se consolidou como a maior produtora global de minério de ferro e a segunda maior mineradora do mundo.

Após deixar a Vale, fundou a AGN Participações, uma empresa de logística e mineração. Desde 2012, estava à frente da B&A Mineração, joint venture da AGN com o BTG Pactual com projetos de exploração de fertilizantes, minério de ferro e cobre em Belé (Pará) e em La serena, no Chile.

Além de presidir a Vale, Agnelli integrou o conselho de administração de grandes empresas brasileiras como Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Latasa, Suzano Petroquímica e Petrobras. Agnelli passou a integrar o Conselho da Petrobras no início do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e saiu em 2007.

Bombeiros trabalham na área onde um avião monomotor caiu em uma casa no bairro da Casa Verde, em São Paulo, na tarde deste sábado (19) (Foto: Nelson Almeida/AFP)
Bombeiros trabalham na área onde um avião monomotor caiu em uma casa no bairro da Casa Verde, em São Paulo, na tarde deste sábado (19) (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Comandou Vale por 10 anos
Agnelli chegou ao cargo mais alto da Vale em 2001, após 19 anos como executivo do Bradesco, um dos acionistas controladores da Vale. Na gigante da mineração, implementou uma cultura de meritocracia e era conhecido por sua disciplina e temperamento forte, destaca a agência Reuters.

Durante sua gestão, a Vale intensificou sua estratégia de expansão global, comprou a mineradora canadense Inco, se tornando a segunda maior produtora de níquel do mundo, e também a Fosfértil, que fez da empresa um importante player no mercado de fertilizantes. Sob o comando de Agnelli, as ações da mineradora registraram uma valorização de 1.583% e a Vale se transformou a Vale na maior exportadora brasileira na maior parte da última década.

A saída do executivo da Vale em 2011 foi conturbada,  em meio a especulações de que sua saída foi uma exigência do governo da presidente Dilma Rousseff.

A campanha pela saída de Agnelli começou ainda em 2008, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, quando, durante a crise econômica, a Vale demitiu quase 2 mil trabalhadores.

Roger Agnelli era formado em Economia pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e desenvolveu sua carreira profissional no Grupo Bradesco, onde trabalhou de 1981 a 2001. Antes de ser escolhido como presidente da Vale, Agnelli foi presidente do Conselho de Administração da empresa.

Em 2012, Roger Agnelli foi escolhido pela “Harvard Business Review” e o Insead como o 4º CEO com melhor desempenho no mundo e único brasileiro no ranking.

Roger era casado com a Andrea Agnelli e tinha dois filhos, Ana Carolina e João. Todos estavam no avião e morreram no acidente.

UFRN prevê novos cursos e mais vagas para Medicina no interior

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Oito novos cursos de graduação e mais 40 vagas para o curso de Medicina em Currais Novos. Essas são algumas ações a serem executadas pela gestão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) até 2019, para atender ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2010/2019) no que diz respeito à consolidação da interiorização do ensino público superior no estado, e ao Plano Nacional de Educação (PNE) no quesito expansão. O PNE estabelece que 33% dos jovens devem ter acesso à educação superior nos próximos 10 anos.

Para tanto, o campus Currais Novos passará por uma reestruturação, de maneira a ampliar os espaços físicos de salas de aula, novos laboratórios e bibliotecas. Os campi da UFRN em Caicó e Santa Cruz devem ganhar restaurantes universitários.

Desde a primeira gestão da reitora Ângela Maria Paiva Cruz, os campi da UFRN no interior passaram a ofertar ensino de pós-graduação, como o mestrado profissional em Geografia, em Letras Português, e em Saúde Coletiva. “Implementar a pós-graduação significa consolidar campus. Foi uma das ações mais impactantes do processo de expansão da universidade Federal no interior”, analisou a reitora em reunião com a área de planejamento.

Blitz da Lei Seca prende 7 pessoas e autua outras 71 em Natal

Blitz da Lei Seca foi realizada na Zona Sul de Natal neste sábado (19) (Foto: Styvenson Valentim/PM)
Blitz da Lei Seca foi realizada na Zona Sul de Natal neste sábado (19) (Foto: Styvenson Valentim/PM)

G1 – Uma blitz da Lei Seca realizada na madrugada deste sábado (19) prendeu 7 pessoas e autuou outras 71 por estarem dirigindo sob efeito de álcool ou por outras infrações de trânsito. De acordo com o comandante da operação, capitão PM Styvenson Valentim, a maioria das pessoas presas e autuadas é turista. Os autuados tiveram as carteiras de motorista recolhidas; os presos foram levados para a delegacia de plantão da Zona Sul de Natal.

A blitz foi montada na avenida Engenheiro Roberto Freire, em Capim Macio, na Zona Sul. A ação foi realizada de 1h até as 5h30 deste sábado. “A maioria das pessoas flagradas dirigindo sob efeito de álcool é turista. Estou pensando em fazer uma campanha educativa no aeroporto e rodoviárias porque essas pessoas estão vindo desinformados, questionando que nos Estados de origem deles é diferente. Teve um condutor de Minas que disse que não sabemos trabalhar. Isso porque abordamos todos e causamos engarrafamento”, falou o capitão.

Styvenson Valetim disse que outro condutor discutiu com ele mesmo estando alcoolizado e após ter estacionado o carro no acostamento. “Eu mesmo o abordei. Ele alegou que não iria fazer o teste do bafômetro por estar no acostamento. Não entregou chaves e documentos do veículo e ainda se alterou com nossa equipe. Esse senhor acabou preso”.

O capitão também recebeu elogio. “Enquanto alguns ainda insistem em cometer infrações, há outros que são exemplo para a sociedade. Um senhor passou 20 minutos na fila da blitz em uma caminhonete de luxo, fez o teste do bafômetro, que indicou zero de álcool. Ele mostrou a carteira de desembargador federal e elogiou o nosso trabalho, que é para o bem da sociedade. São para pessoas como essa que trabalhamos”, concluiu.

Blitz foi realizada até o amanhecer do dia em Natal (Foto: Styvenson Valentim/PM)
Blitz foi realizada até o amanhecer do dia em Natal (Foto: Styvenson Valentim/PM)

Homem é preso ao tentar jogar arma e celulares dentro de presídio no RN

Arma e celulares foram apreendidos neste sábado (19), em Alcaçuz (Foto: Divulgação/PM)
Arma e celulares foram apreendidos neste sábado (19), em Alcaçuz (Foto: Divulgação/PM)

Um homem foi preso em flagrante na noite deste sábado (19) no momento em que tentava jogar sacolas com arma e aparelhos de telefone celular para dentro da penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal. A guarda da unidade prisional abordou o homem quando ele se aproximou dos muros. O suspeito foi levado para a delegacia de plantão da Zona Sul de Natal, onde foi autuado.

O preso estava com sacolas plásticas com um revólver, munição, uma faca, aparelhos de telefone celular e carregadores. Todo o material foi apreendido. A penitenciária de Alcaçuz é a maior do sistema prisional do Rio Grande do Norte.

Calamidade
O Governo do Rio Grande do Norte renovou por mais seis meses o decreto de calamidade no sistema prisional potiguar. A renovação, assinada pelo governador Robinson Faria, foi publicada na edição de quinta-feira (17) do Diário Oficial do Estado (DOE). O documento diz que a renovação tem por objetivo  “legitimar a adoção e execução de medidas emergenciais que se mostrarem necessárias ao restabelecimento do seu normal funcionamento”.

Na semana passada, o secretário de Justiça e Cidadania (Sejuc), Cristiano Feitosa, admitiu que após um ano da decretação da calamidade, o sistema prisional potiguar “melhorou pouco”.

Em entrevista ao G1, o secretário fez uma avaliação e disse que “o sistema prisional potiguar possui hoje uma equipe de diretores mais integrada e informações estão sendo trocadas com mais rapidez, mas nesse um ano, mais precisamente no último semestre, a Sejuc está investindo pesado em planejamento e em medidas que vão se concretizar nos próximos seis meses. Então, as mudanças de maior efetividade e repercussão ainda estão por vir”.

Bombeiros confirmam sete mortos em queda de avião em SP

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O Corpo de Bombeiros confirmou a morte das sete pessoas que estavam a bordo do avião de pequeno porte, de prefixo PRZRA, que caiu em uma residência no bairro da Casa Verde, zona Norte da capital paulista. Eram seis passageiros e o piloto. Uma pessoa que estava na casa foi levada para o Pronto-Socorro da Santa Casa da Misericórdia de São Paulo.

Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o avião caiu às 15h23, após decolar às 15h20. As operações no Aeroporto Campo de Marte ainda estão suspensas. De acordo com os dados da Agência Nacional de Aviação (Anac), o avião é turbo hélice, com capacidade para sete passageiros, registrado em nome de Roger Agnelli, ex-presidente da Vale. Ainda não há identificação dos passageiros da aeronave, mas eram quatro homens e três mulheres.

De Robson Pires

Maioria quer impeachment, mas rejeita Michel Temer governando

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Pesquisa Datafolha realizada entre os dias 17 e 18 de março aponta cenários curiosos no tumultuado momentopolítico nacional. Ao mesmo tempo em que o apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff cresce, apenas 16% querem o vice-presidente Michel Temer governando o país. E ao mesmo tempo que a rejeição ao ex-presidente Lula aumenta, ele continua a ser apontado como o melhor presidente que o país já teve.

A pesquisa aponta que 68% dos entrevistados são favoráveis ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O percentual cresceu oito pontos desde fevereiro. Ainda segundo o levantamento, 65%, acham que Dilma deveria renunciar à Presidência. Em fevereiro, 33% dos entrevistados eram contra o impeachment. Agora, eles somam 27%. A reprovação ao governo é de  69%.

Do Datafolha

Varizes exigem tratamento adequado para evitar complicações, alerta médico

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Ao contrário do que muita gente acredita, varizes não são apenas um problema estético, mas também de saúde, e exigem tratamento correto para evitar riscos.

O tratamento adequado das varizes é um dos temas em debate no 30º Encontro de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro, que termina neste sábado (19).

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro (SBACV-RJ), Carlos Peixoto, o tratamento depende das características das varizes de cada paciente.

“Tem vários tipos de veias, que são determinadas de acordo com seu calibre. De acordo com os sintomas do paciente e o calibre da veia, você estabelece um tipo de tratamento”, explicou.

Tratamento

Para as veias mais finas, normalmente são usadas aplicações em consultório, com agulhas e seringas, “utilizadas há mais de 50 anos, com bons resultados”. O tratamento evoluiu para a utilização do laser, menos invasivo e sem agulhas. O tratamento para as veias de médio calibre inclui a radiofrequência ou o endolaser, em que um cateter especial é inserido na veia afetada.

No caso na safena, veia de maior calibre, a indicação é cirurgia de forma direta ou por meio de técnicas de radiofrequência ou endolaser que efetuam o tratamento por meio de punções. “Com isso, você agride menos o paciente, que tem uma recuperação mais rápida”, disse.

A tendência atual dos tratamentos, segundo Peixoto, é minimizar intervenções invasivas e cortes. “Habitualmente, se faz com anestesia local e sedação. O paciente vai para casa e retorna à sua vida profissional em dois ou três dias. É isso que todos querem”, explicou.

Complicações

Se o tratamento não for feito de modo correto, pode trazer complicações, como úlceras venosas, ou feridas, e insuficiência venosa crônica, ou ainda queimaduras, no caso do laser. Para reduzir riscos, o médico diz que a avaliação clínica é fundamental, seguida de exames como o eco color doopler.

No encontro no Rio, os angiologistas discutiram e atualizaram os pontos principais do diagnóstico e tratamento das doenças vasculares. “Não só as doenças venosas, que são as varizes, as úlceras de pernas, mas também as doenças arteriais, que determinam o acidente vascular cerebral, que é o derrame, os aneurismas de aorta que podem romper e ter uma mortalidade muito alta, a falta de circulação nas pernas, chamado isquemia das artérias das pernas, que podem determinar a gangrena”, listou Peixoto.

Além do tratamento, o médico destacou a importância da prevenção de doenças vasculares. “A gente cuida muito do coração, mas não cuida dos vasos sanguíneos”, alertou.

Ezequiel aciona bancada federal em defesa do produtor rural do RN

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Desde a sexta-feira (18) que a Medida Provisória 707/2015 que trata do endividamento rural para produtores da região Nordeste, começou a trancar a pauta de votações na Câmara dos Deputados e Senado Federal. Com isto o tema passa a ter prioridade nas discussões em Brasília. Diante disso o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), tem dialogado com deputados e senadores da bancada do Rio Grande do Norte pleiteando a modificação na MP 707 ampliando o benefício da renegociação das dívidas para quem está com ação tramitando na justiça desde 2006. Pleito inclusive dos integrantes do movimento ´Grito da Seca´ que recentemente esteve visitando a Assembleia.

“Deste modo a MP 707 vai beneficiar 95% dos produtores rurais do Estado. Do modo que foi editada em dezembro de 2015 só atende 5% dos produtores. As discussões para reformar a Medida Provisória serão decisivas na próxima semana e espero que São José, padroeiro dos agricultores e festejado neste 19 de março, ilumine deputados e senadores a atendam o pleito dos produtores rurais”, acrescentou Ezequiel Ferreira.

Na quarta-feira (16), a Comissão Especial formada por deputados e senadores realizou audiência pública para discutir o assunto com representantes do governo. Segundo o relator, deputado Marx Beltrão (PMDB-AL), tanto o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), quanto o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) defenderam uma nova renegociação com o setor rural no Nordeste. Pelos dados dos ministérios, houve estiagem e perda de safra que justifiquem um benefício.

“O clima não contribuiu em nada na região Nordeste nos últimos anos e todos os dados de produção apontam queda”, pontua Ezequiel Ferreira, salientando que os produtores querem pagar suas dívidas mas precisam ter mais prazo para isto tendo vista a queda de suas receitas e o cenário nada favorável durante este ano, pois os meteorologistas ainda têm previsão favorável para nossa estação chuvosa.

Pauta trancada – O coordenador da bancada do Nordeste, deputado Júlio Cesar (PSD-PI), fez um apelo para que essa nova renegociação seja bem sucedida. Ele quer participar da reunião com a área econômica, porque “ninguém vai fazer nada sem a participação deles [da bancada]”, afirmou.

A pauta do Plenário é trancada por medidas provisórias e projetos de lei do presidente da República em regime de urgência que não tenham sido votados no prazo de 45 dias. Enquanto essas propostas não forem votadas, não pode haver votações em sessões ordinárias – apenas em extraordinárias.

Assessoria

Joelma estreia carreira solo, agita fãs e alfineta: ‘Tomei as rédeas de tudo’

 

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A cantora Joelma iniciou sua carreira solo com um show na madrugada deste sábado (19), em Goiânia. Os fãs foram à loucura com a primeira apresentação dela depois da separação do ex-marido, o guitarrista Ximbinha, e consequente dissolução da Banda Calypso. Entre novos e antigos sucessos, a artista, antes de subir ao palco – com 3 horas de atraso -, acabou alfinetando o ex-companhanheiro, ainda que sem citar o seu nome.

Questionada pelo G1 no camarim, pouco antes do show começar, sobre o que iria marcar a nova fase de sua carreira solo após vários anos integrando a Calypso, ela disse que estava “acomodada” e que pretende tomar um caminho diferente.

“É complicado falar porque eu acho que estava acomodada com aquilo tudo, sempre todo mundo dirigindo meu trabalho e minha vida. Agora tomei as rédeas de tudo. Isso mudou completamente tudo. Renasceu uma Joelma que eu pensei que não existia mais, aquela lá do início. Levantar e fazer tudo com muita energia e muita garra, sem pensar no amanhã. Vamos que vai dar certo. Me surpreendi até comigo mesma”, afirmou.

Joelma salientou ainda que a maneira de cantar, dançar e se vestir sempre foi uma criação dela e que não vai abandonar, mas apenas dar uma “repaginada”. No entanto, prometeu mudanças mais drásticas em relação à carreira artística. “Musicalmente falando, os arranjos e tudo mais, era 40% meu e agora é 100% parecido comigo. Sou 100% eu”, diz.

A artista também afirmou que se surpreendeu com a aceitação dos fãs depois que resolveu tocar sua carreira sozinha. “99% dos fã-clubes da Calypso migraram para Joelma. Foi uma surpresa muito boa, não esperava, fiquei muito feliz porque isso me levantou mais rápido, me fez esquecer o passado”, calcula.

Público vai ao delírio
Em cima do palco, Joelma demonstrou que seu trabalho ainda carrega muito do que foi construído na Calypso. Grande parte do repertório era composto de grandes e antigos sucessos da banda, como “Cavalo Manco” (veja vídeo acima), que abriu o show, “Dudu” e “Imagino”, mesclado com novas canções do seu CD que será lançado em breve, como “Aí coração”, que fez vários presentes chorarem.

dO g1

 

Juíza condena ex-prefeito por desviar verba de construção de creche no RN

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A Justiça Federal do Rio Grande do Norte condenou o ex-prefeito de Patu Possidônio Queiroga da Silva Neto e outras três pessoas por desviarem dinheiro público que seria usado na construção de uma creche na cidade, que fica na região Oeste potiguar. A sentença foi proferida no último dia 11 pela juíza Moniky Mayara Costa Fonseca Dantas. Possidônio Queiroga foi condenado a 11 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado pelos crimes de supressão de documentos públicos, desvio de verbas públicas, lavagem de dinheiro, fraude a licitações e falsidade ideológica.

A fraude foi descoberta em novembro de 2010 pela Polícia Federal do RN, que deflagrou a operação Deus dos Mares. Segundo a sentença, a materialidade do crime pode ser comprovada a partir dos extratos bancários obtidos pela PF. Esses extratos monstram o crédito de R$ 700 mil no dia 7 de julho de 2008 na conta da prefeitura de Patu. De acordo com a investigação da Polícia Federal, esse dinheiro foi sacado nos últimos três meses do mandato do então prefeito Possidônio Queiroga da Silva. A construção de creche-modelo, que deveria ser concluída em 8 meses, ficou inacabada.

Operação da PF foi realizada em 2010 e comprovou desvio de dinheiro (Foto: Divulgação/PF)

Investigação
De acordo com a Polícia Federal, o ex-prefeito, contando com a colaboração de alguns funcionários da prefeitura de Patu e de seguidores políticos, dentre os quais os supostos sócios de uma construtora, orquestrou um esquema voltado ao desvio de todos os recursos que seriam destinados à construção de uma creche-modelo.

Para a PF, ficaram provadas a materialidade e a autoria do crime de lavagem de dinheiro a partir dos extratos bancários, cheques e fitas de auditoria que compuseram o inquérito. POssidônio Queiroga emitiu cheques nominais a uma construtora e, em seguida, determinou o saque das quantias, depositando o dinheiro em conta de terceiros. Para a Polícia Federal, o objetivo disso foi dificultar o rastreamento da verba oriunda do desvio de recursos públicos.

Foram ainda condenados pelo crime de desvio de verbas públicas: Athayde Mahatma Fernandes Dantas (4 anos e 8 meses anos de reclusão, a ser cumprida, inicialmente no regime semiaberto);  Jocelito de Oliveira Bento (4 anos e 6 meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente no regime semiaberto) e Renato Leno de Oliveira (3 anos e 8  meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente no regime aberto). Todos podem recorrer da sentença em liberdade.

Do G1

Basta! Razões pelas quais Dilma não consegue mais se sustentar no cargo

bastaA presidente Dilma Rousseff perdeu as condições de permanecer na cadeira de presidente da República. Desde a semana passada, o terceiro andar do Palácio do Planalto abriga uma mandatária indigna do cargo para o qual fora eleita pelos brasileiros por duas ocasiões. Em seu juramento de posse, Dilma prometeu manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis e promover o bem geral do povo brasileiro. No discurso subsequente, comprometeu-se a lutar para que “o braço da justiça alcançasse a todos de forma igualitária”.

Na última semana, os diálogos divulgados pela força-tarefa da Lava Jato, obtidos a partir de grampos telefônicos realizados no aparelho celular do ex-presidente Lula e de outros investigados, comprovaram o desprezo da presidente da República às leis, à Constituição e aos interesses da sociedade. As escutas mostraram ainda de maneira inequívoca que, ao contrário da retórica inaugural do seu mandato, Dilma pouco se importa com o princípio constitucional da igualdade – ainda mais perante a Justiça.

Nas conversas, ficou claro que Dilma agiu pessoalmente, ao lado de Lula, na tentativa de obstruir a Justiça. As armações, muitas delas engendradas no interior do gabinete presidencial, tinham o único propósito de evitar a prisão preventiva de Lula, já encaminhada, assegurando-lhe o privilégio de foro. Não seria a primeira, nem a segunda ou a terceira vez que o governo – e Dilma – atuariam com o objetivo de interferir nas investigações, conforme revelou o conteúdo extraído da delação do ex-líder do governo, Delcídio do Amaral (MS), antecipada há duas semanas por ISTOÉ.

Mas os áudios, contendo o peso das palavras e das vozes inconfundíveis dos mais altos hierarcas da República, conferiram publicidade e materialidade à trama – o que é indiscutivelmente fortíssimo e grave tanto do ponto de vista político como jurídico. Nos últimos dias, a Procuradoria-Geral da República estudava abrir investigação contra a presidente.

Independentemente da decisão do MP, a manutenção de Dilma na Presidência é insustentável. Se um gesto de grandeza – inerente aos estadistas – lhe escapar, ou seja, a renúncia, onde a presidente pela primeira vez desde a eleição colocaria os interesses nacionais acima das conveniências pessoais e políticas, a trilha do impeachment no Congresso será uma realidade.

Na última quinta-feira 17, a Comissão foi instalada. Em 45 dias, o assunto deve estar liquidado – muito provavelmente em desfavor de Dilma. Como se já não fossem suficientes para apeá-la do poder as fortes evidências de abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição e as comprovadas pedaladas fiscais, as conversas divulgadas na semana passada expuseram o cometimento de outro crime: o de responsabilidade – por atentar contra as decisões judiciais e o livre exercício do Poder Judiciário.

Na Constituição, está tipificado no artigo 85 incisos II e VII. No principal diálogo, mantido entre a presidente e o antecessor na quarta-feira 16, Dilma disse a Lula que enviaria a ele um “termo de posse” de ministro para ser utilizado “em caso de necessidade”. Numa espécie de corrida contra o relógio, a presidente trabalhava ali para impedir que Lula fosse preso antes de sua nomeação para a Casa Civil. Segundo apurou ISTOÉ, àquela altura, o Planalto já tinha informações seguras de que o Ministério Público, em Curitiba, estava de prontidão para pedir a preventiva do petista.

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Protesto em favor de Lula e Dilma aconteceu em 55 cidades do Brasil

Até as 21h30 desta sexta-feira, 55 cidades do Brasil registraram atos pelo Brasil em defesa do ex-presidente Lula e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Somando todas as cidades, os organizadores estimaram em 1 milhão e 300 mil pessoas. Já a Polícia Militar calculou 275 mil.

Abaixo as estimativas dos organizadores e da polícia em algumas capitais:

São Paulo:

Organizadores – 380 mil

PM – 80 mil


*

Brasília:

Organizadores – 50 mil

PM – 6 mil


*

Rio de Janeiro:

Organizadores – 70 mil

PM – Não informou


*

Salvador:

Organizadores – 100 mil

PM – 60 mil


*

Recife:

Organizadores – 200 mil

PM – 15 mil


*

Fortaleza:

Organizadores – 50 mil

PM – 6 mil


*

Belo Horizonte:

Organizadores – 100 mil

PM – 18 mil


*

Porto Alegre:

Organizadores – 60 mil

PM – 10 mil


*

Curitiba:

Organizadores – 30 mil

PM – 5 mil


*

Natal:

Organizadores – 30 mil

PM – 17 mil

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(Tg)