Equipamento de proteção às mulheres debatido na Assembleia Legislativa é entregue em São Gonçalo do Amarante

Um importante instrumento de prevenção e combate à violência doméstica foi entregue nesta sexta-feira ao município de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Natal.  A Sala Lilás foi um projeto defendido na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, dentro do debate sobre iniciativas de políticas públicas para a proteção à mulher.

A entrega do equipamento aconteceu após audiência pública promovida pela Frente Parlamentar da Mulher, presidida pela deputada Cristiane Dantas, na Câmara Municipal de São Gonçalo do Amarante, um dos municípios do Estado onde são elevadas as estatísticas de violência doméstica.

“Empoderar a mulher é lhe dar condições de ser independente; é lhe dar liberdade de ir e vir e se sentir protegida e acolhida dentro de casa. Por isso é tão importante realizar esse debate aqui no município e mais próximo de quem possa estar precisando da ajuda e orientação do Poder Público”, registrou a parlamentar.

A ‘Sala Lilás’ é um espaço de acolhimento para vítimas de violência doméstica. O equipamento conta com suporte psicológico para as vítimas, em lugar privativo e seguro. A ideia, registrou Cristiane, deve ser ampliada através, inclusive de outros projetos.

Um deles foi sugerido pela promotora Rosane Cristina Pessoa. Ela defendeu a criação de uma comissão para identificar os gargalos que precisam ser superados. Dentro do grupo, poderia ser discutida a sugestão da delegada Ana Alexandrina, também presente na audiência pública, e que propõe a criação de espaços semelhantes à ‘Sala Lilás’ nas delegacias do Rio Grande do Norte.

“Não são coisas que demandam grandes investimentos. Às vezes, um policial capacitado para receber essas mulheres faz toda a diferença. Não podemos perder de vista esse debate que travamos aqui, pois ampliar essa rede de assistência é fundamental”, defendeu a promotora.

Para o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Paulo Emídio, os debates sobre políticas para as mulheres que têm passado pela Assembleia Legislativa e que resultam agora em ações no município são exemplos que devem ser reproduzidos.

“Não há como concebermos um mundo onde a mulher ainda seja submetida à violência, seja ela do cotidiano ou não. Nossos esforços para coibir esse cenário deve passar obrigatoriamente pelo debate que estamos fazendo aqui”, destacou o chefe do Executivo da cidade.