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Coordenador da Lei Seca diz que Detran/RN cassou CNHs de infratores

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Capitão Styvenson Valentim denunciou esquema de fraudes no Detran (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

G1 – O coordenador da operação Lei Seca, capitão PM Styvenson Valentim, disse que o Departamento de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran) cassou as CNHs ou suspendeu o direito de dirigir de condutores que cometeram infrações em 2014. O oficial emitiu nota à imprensa esclarecendo a denúncia feita à Inter TV Cabugi dando conta que autos de infração de condutores notificados não estariam sendo inseridos no sistema do órgão estadual de trânsito. Segundo o policial, entre as CNHs cassadas ou suspensas estão de condutores que acumularam infrações de trânsito e de flagrados nas blitzen da Lei Seca.

Na nota, Styvenson admite que comunicou as irregularidades ao diretor-geral do Detran, Júlio César Soares Câmara, no ano passado. Diante disso, o diretor do Detran, ainda segundo a nota do oficial PM, “afastou os servidores do setor responsável por inserir os autos de infração no sistema do Detran; abriu sindicância administrativa para apurar as irregularidades alvos da denúncia; e determinou a liberação de senhas para que os agentes da Lei Seca pudessem fazer o lançamento no sistema do Detran de todos os autos de infração produzidos durante as fiscalizações da operação”.

Nesta quarta-feira (11), o capitão Styvenson denunciou à Inter TV Cabugi um suposto esquema de fraudes dentro do Detran. Segundo ele, o órgão deixou de suspender carteiras de condutores pegos em blitzen por dirigirem embriagados. À tarde, a Delegacia Geral de Polícia Civil emitiu nota informando que as denúncias de Styvenson serão investigadas.

Ainda na nota, Styvenson Valentim diz que o Detran dá “total apoio, independência e incentivo” à operação Lei Seca. “Nesse mesmo sentido, o Governo do Estado, por meio da direção do Detran, possibilitou o aumento substancial do efetivo da operação Lei Seca, que saiu de 6 policiais para 23 policiais, recebeu novos veículos 4×4, novos etilômetros, uma mini van, computadores, sala ampla, sistema wi fi e outros equipamentos que possibilitaram haver crescimento no número de operações no Estado”.

Lei Seca
As regras da Lei Seca consideram ato criminal quando o motorista é flagrado dirigindo com índice de álcool no sangue superior ao permitido pelo Código Brasileiro de Trânsito: 0,34 miligrama de álcool por litro de ar expelido ou 6 decigramas por litro de sangue.

Nesse caso, a pena é de detenção de 6 meses a 3 anos, multa e suspensão temporária da carteira de motorista ou proibição permanente de obter a habilitação.

Condutores autuados por esse tipo de infração pagam R$ 1.915,40 de multa,  perdem 7 pontos na carteira e têm a CNH apreendida. O valor é dobrado caso o motorista tenha cometido a mesma infração nos 12 meses anteriores.

Se o bafômetro registrar um índice igual ou superior a 0,05 miligrama de álcool por litro de ar, mas abaixo do 0,34 permitido pelo Código de Trânsito, o condutor é punido apenas com multa.

No exame de sangue, o motorista será multado por qualquer concentração de álcool, e pode ser preso se tiver mais de 6 decigramas de álcool por litro de sangue.

Dólar tem leve alta após Senado aprovar afastamento de Dilma

Notas de dólar: às 9h10, o dólar avançava 0,30%, a 3,4559 reais na venda, após cair por duas sessões seguidas e fechar a 3,4456 reais na véspera
Notas de dólar: às 9h10, o dólar avançava 0,30%, a 3,4559 reais na venda, após cair por duas sessões seguidas e fechar a 3,4456 reais na véspera

Exame – O dólar subia ante o real nesta quinta-feira, poucas horas depois de o Senado aprovar o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, levando a seu afastamento por até 180 dias, como era esperado e em boa parte precificado pelo mercado.

A moeda norte-americana subia com a ação do Banco Central no mercado de câmbio logo pela manhã, por meio de leilão de swap cambial reverso –equivalente à compra futura de dólares.

Às 9:57, o dólar avançava 0,71%, a 3,4701 reais na venda, após cair por duas sessões seguidas e fechar a 3,4456 reais na véspera.

“A mudança (de governo) estava em parte precificada. Agora é a vez da realidade, de ‘o que fazemos agora’?”, disse o economista da consultoria 4Cast Pedro Tuesta, ressaltando que a ação do BC sustentava a alta do dólar no início dessa sessão.

O BC já anunciou e vendeu integralmente a oferta de até 20 mil swaps reversos, depois de, na véspera, ter realizado três leilões, oferecendo até 20 mil contratos em cada operação e vendendo 47.970 swaps.

Muitos operadores entendem que o BC não quer o dólar abaixo de 3,50 reais para não prejudicar as exportações e, assim, as contas externas do país.

Do lado político, chamava a atenção o placar da decisão do Senado desta manhã, que aprovou por 55 votos a favor e 22 contra o afastamento temporário de Dilma, quantidade necessária para o impedimento definitivo da presidente, que ainda precisa ser decidido pela Casa.

Com o afastamento de Dilma, o vice Michel Temer assume interinamente a Presidência e a expectativa é de que oficialize ainda nesta quinta-feia Henrique Meirelles, ex-presidente do BC, como seu ministro da Fazenda, nome bem recebido pelos mercados.

O mercado esperava ainda a confirmação do nome que ficará à frente do BC. A expectativa é que o atual presidente Alexandre Tombini permaneça no cargo por um período de transição, que pode até ser até um pouco mais longo. Nesta quinta-feira, Dilma exonerou seus ministros, com exceção de Tombini.

Após o afastamento temporário de Dilma, os mercados financeiros ainda têm algum espaço para manter o recente otimismo por mais um tempo depois que Temer começar a colocar em prática as mudanças na condução da política econômica que já vinha sinalizando e tentar resgatar a confiança tão abalada nos últimos anos, uma vez que seu governo é visto como “market friendly”.

“As autoridades precisam estabilizar uma economia que está experimentando uma das piores contrações na memória recente”, disse o diretor de pesquisa econômica para América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, em relatório.

Ex-secretário de Administração do RN tem CNH retida em blitz da Lei Seca

CNH de Marcelo Marcony
CNH de Marcelo Marcony

G1 – O ex-secretário de Administração e dos Recursos Humanos (Searh) do Rio Grande do Norte, Marcelo Marcony Leal de Lima, que teve sua exoneração publicada na edição desta quinta-feira (12), se recusou a fazer o teste do bafômetro ao ser parado em uma blitz da Operação Lei Seca realizada durante a madrugada na Zona Sul de Natale teve a carteira de habilitação retida.

De acordo com o capitão Isaac Paiva, subcoordenador da operação Lei Seca no estado, Marcelo Marcony se apresentou como secretário de Estado. “Ele parou alguns metros antes da blitz e se identificou como secretário. O policial que fez a abordagem pediu a habilitação, mas ele relutou um pouco até que entregou, assim como a chave do veículo. Ele se recusou a fazer o teste de bafômetro e disse que ligaria para alguém na tentativa de possivelmente liberá-lo. Mas não ligou. Então ele chamou um motorista para levar seu veículo”, relatou.

Ainda segundo o capitão, o ex-secretário tem até cinco dias úteis para ir ao Detran reaver o documento. “Ele não tem nenhum privilégio. Teve a habilitação retida, vai passar pelo procedimento administrativo e vai ter suspenso o direito de dirigir por 12 meses”, afirmou. O valor da multa para quem é flagrado dirigindo sob influência de bebida alcoólica ou se recusa a fazer o teste de bafômetro é a mesma: R$ 1.915,40.

A blitz terminou com 6 pessoas presas e 25 CNHs recolhidas. A operação teve quatro pontos de fiscalização: na Av. Engenheiro Roberto Freire, na Rota do Sol (via que dá acesso às praias do litoral Sul da Grande Natal), nas proximidades do estádio Frasqueirão (também na Rota do Sol) e na rua Manoel Augusto Bezerra de Araújo, mais conhecida como Rua do Salsa.

Lei Seca
As regras da Lei Seca consideram ato criminal quando o motorista é flagrado dirigindo com índice de álcool no sangue superior ao permitido pelo Código Brasileiro de Trânsito: 0,34 miligrama de álcool por litro de ar expelido ou 6 decigramas por litro de sangue.

Nesse caso, a pena é de detenção de 6 meses a 3 anos, multa e suspensão temporária da carteira de motorista ou proibição permanente de obter a habilitação.

Condutores autuados por esse tipo de infração pagam R$ 1.915,40 de multa,  perdem 7 pontos na carteira e têm a CNH apreendida. O valor é dobrado caso o motorista tenha cometido a mesma infração nos 12 meses anteriores.

Se o bafômetro registrar um índice igual ou superior a 0,05 miligrama de álcool por litro de ar, mas abaixo do 0,34 permitido pelo Código de Trânsito, o condutor é punido apenas com multa.

No exame de sangue, o motorista será multado por qualquer concentração de álcool, e pode ser preso se tiver mais de 6 decigramas de álcool por litro de sangue.

GILMAR SURPREENDE E DÁ OK A INQUÉRITO CONTRA AÉCIO

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Michèlle Canes – repórter da Agência Brasil

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou ontem (11) a abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), requerida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

No site do STF, o acompanhamento processual do pedido de abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que tem como relator o ministro Gilmar Mendes, traz registrado um despacho do ministro. O site registra que foi acolhida a representação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot “pela instauração de inquérito em desfavor de Aécio Neves da Cunha”.

O texto diz ainda que foi determinado o desarquivamento de outra ação que citava o senador. O trecho do texto registrado no acompanhamento processual diz ainda que foi “determinada a remessa dos autos à Corregedoria-Geral de Polícia Federal para providenciar as inquirições e diligências requisitadas na representação, [com] prazo de noventa dias”.

De acordo com manifestação de Janot enviada ao STF no pedido de abertura de inquérito contra Aécio, além das acusações contra o senador feitas pelo doleiro Alberto Yousseff em delação premiada, surgiram “fatos novos” a partir da delação do senador cassado Delcídio do Amaral, ex-líder do governo no Senado Federal.

Quando o processo foi redistribuido ontem (10) a pedido do ministro Teori Zavascki, a assessoria de imprensa de Aécio Neves disse estar convicto de que as investigações comprovarão a falsidade das citações feitas e considerou natural e necessário que investigações sejam feitas e que demonstrarão a correção da conduta dele.

Dias Toffoli também aceitou abertura de inquérito contra Cunha

O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli aceitou, nessa quarta-feira (11) as diligências pedidas pelo Ministério Público Federal (MPF) no pedido abertura de inquérito contra o presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

De acordo com a decisão do ministro, o pedido de abertura de inquérito foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) “para apuração de ilícitos penais, em tese, atribuídos ao deputado federal Eduardo Consentino da Cunha” e “consequente realização” de diligências no prazo de 90 dias.

Entre as diligências estão a oitiva do deputado e coleta “pela autoridade policial, entre o material apreendido e produzido no contexto da Operação Lava Jato, de quaisquer evidências que contribuam para o completo esclarecimento dos fatos em apuração”, diz o texto.

Na decisão, Toffoli lembrou que o pedido foi inicialmente distribuído ao ministro Teori Zavascki, mas Zavascki solicitou à presidência do Supremo que o pedido de abertura de inquérito contra Cunha e outro feito, contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), fossem redistribuídos. Na distribuição eletrônica, o pedido relativo a Cunha foi destinado a Toffoli.

Em relação a Eduardo Cunha, o procurador-geral da República sustentou que, a partir da delação do senador cassado Delcídio do Amaral, há indícios da prática de corrupção passiva qualificada e de lavagem de dinheiro relacionada à participação do peemedebista em fraudes de contratos de Furnas.

Brasil247.com

Senado admite impeachment e Dilma é afastada por 180 dias

Raphael Martins e Talita Abrantes, de EXAME.com

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O Senado Federal admitiu nesta quinta-feira o pedido deimpeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), por  votos a 55 favor e  22 contra. Bastava o apoio da maioria simples dos presentes para a aberttura do julgamento  contra a petista.

A partir de agora, a chefe de Estado fica oficialmente afastada do cargo enquanto aguarda julgamento por um período máximo de 180 dias. A medida será oficializada na manhã desta quinta-feira (12), assim que Dilma for notificada pelo primeiro secretário da Casa, Vicentinho Alves (PR-TO).

O vice-presidente Michel Temer (PMDB) deve ser notificado em seguida e assumir o cargo de presidente interino do Brasil. O peemedebista fica na cadeira por todo o período de afastamento e espera o resultado do processo de impeachment. Se absolvida, Dilma retorna imediatamente ao posto. Em caso de condenação, perde o cargo para o peemedebista em definitivo.

Foram mais de 20 horas de discursos repartidos entre 71 senadores que subiram à tribuna para falar por até 15 minutos. Durante toda a sessão, prevaleceu o coro dos favoráveis à abertura do processo contra a petista.

Por volta das 3h da manhã, 41 senadores já haviam declararam que iriam votar pela admissibilidade do impeachment.

O ponto alto da maratona de debates aconteceu no final da noite de quarta-feira quando o senador Fernando Collor de Mello tomou a palavra. Vinte e quatro anos após experimentar na pele o que hoje vive Dilma Rousseff, o ex-presidente abriu seu discurso afirmando que a República está em ruínas.

“Não foi por falta de aviso; desde o início do governo fui a interlocutores de Dilma. Sugeri que Dilma pedisse desculpas por tudo o que ocorreu na campanha eleitoral; alertei sobre a possibilidade de Dilma sofrer impeachment”, afirmou. “Fizeram ouvidos de mercador”.

OS PRÓXIMOS PASSOS

De acordo com o rito do impeachment oficializado pelo STF com base na Lei Nº 1.079/50, os senadores promovem mais duas votações até o fim do processo de impedimento.

A partir de agora, os 21 senadores da Comissão Especial do impeachment no Senado voltam a se reunir para trabalhar na denúncia que será oferecida à presidente Dilma. Um parecer será feito dizendo se Dilma deve ou não sofrer o impedimento.

Esta é a fase do juízo de pronuncia. Serão feitas votações na comissão e no plenário para seguir adiante, chancelando que o processo está apto para julgamento. É necessária a maioria simples de senadores, em ambos os casos.

Passada essa fase, inicia-se o julgamento do caso, conduzido pelo presidente doSTF (Supremo Tribunal Federal). Não há prazo certo para a conclusão do pleito.

Dilma Rousseff perde o mandato se dois terços dos senadores votarem nesse sentido — 54 dos 81 parlamentares. Será definido também por quanto tempo Dilma ficará inelegível, sendo oito anos a “pena máxima”.

A TRAJETÓRIA

O pedido foi protocolado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaina Paschoal em 21 outubro de 2015.

A presidente é acusada de crimes de responsabilidade por pedaladas fiscais cometidas naquele ano e assinatura de seis decretos de suplementação orçamentária sem autorização do Congresso. As ações atentariam contra os artigos 10 e 11 da Lei do Impeachment, por violações à lei orçamentária e contra “a guarda e o emprego legal dos dinheiros públicos”.

O processo foi deflagrado dia 2 de dezembro pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), em decisão considerado por governistas como uma represália ao PT, por não demonstrar apoio ao arquivamento de um processo de cassação que corre contra o deputado no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa.

Saiba o que disseram os senadores na votação do processo de impeachment

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G1 – Os senadores decidem nesta quarta-feira (11) pela aprovação ou rejeição do relatório favorável à admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

São 68 senadores inscritos para discursar, antes da votação. De acordo com o regimento do Senado, cada um terá direito de se pronunciar por, no máximo, 15 minutos, por ordem de inscrição.

Confira trechos dos discursos dos senadores durante a sessão:

Ana Amélia (PP-RS)
“Nós aqui não temos nenhuma alegria e satisfação de estarmos julgando um político. Esta é uma casa democrática.” “São graves os fatos imputados contra a presidente da República. Há, sim, enquadramento de provas para a admissibilidade do impeachment, para que a presidente se defenda. […] Encaminho meu voto favorável.”

José Medeiros (PSD-MT)
“A presidente passou a contrair dívidas com bancos públicos e como em todo processo de impeachment, o debate gira em torno de responsabilidade.” “A retórica de que haveria um golpe em curso não para em pé. […] Ao invés de buscar acalmar os ânimos, o governo apenas inflama o país. Declaro que vou voltar pelo afastamento da presidente da República.”

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)
“Estou absolutamente tranquilo sobre o enquadramento da presidente da República como passível de crime de responsabilidade fiscal.” “Não tenho dúvidas de que esta casa vai permitir a instauração desse processo e a presidente será afastada do cargo. Esse processo é irreversível.”Veja o vídeo

Marta Suplicy (PMDB-SP)
“Estou convencida de que há indícios mais do que suficientes de crimes de responsabilidade cometidos pela presidente. Se de um lado temos uma grave crise política e econômica, é inegável que cresce na população a esperança de poder virar a página. Os desafios não serão pequenos.”Veja o vídeo

Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
“Hoje o Senado Federal vai tirar o país das mãos do PT e devolverá ao povo brasileiro. A presidente Dilma cometeu diversos crimes.” “Estamos aqui para defender a constituição federal. O processo de impeachment é legal, é democrático.”

Ronaldo Caiado (DEM-GO)
“O processo de impeachment está correndo dentro das normas previstas na legislação.” “A pedalada não é nada mais do que pagar, com um único dinheiro, duas dívidas. Foi isso o que o governo patrocinou em 2014 e para conseguir a reeleição praticou o mesmo descumprimento da lei de responsabilidade fiscal.”

Zezé Perrella (PTB-MG)
“Os motivos para o impeachment não são só as pedaladas. O povo foi para a rua contra a roubalheira. A maior estatal do país foi sucateada. O governo acabou com o empregos. Hoje cumprimos nosso papel de pensar um país melhor.”

Lúcia Vânia (PSB-GO)
“A presidente é acusada por dois crimes de responsabilidade, que estão fartamente documentados. […] Existem razões de sobre para investigarmos mais a fundo os indícios apontados pelo relator. Sou favoravel à admissibilidade do impeachment.”

Magno Malta (PR-ES)
“Para explicar ao Brasil, para que reverberre para o mundo, a realidade do momento de um país que tem uma democracia sólida como a nossa, é preciso evocar o conjunto da obra. Estamos diante de um corpo febril que vai ter restituída sua saúde.”

Veja a lista dos senadores inscritos que ainda vão se pronunciar:
10. Senador Ricardo Ferraço
11. Senador Romário
12. Senador Sérgio Petecão
13. Senador Telmário Mota
14. Senador Dário Berger
15. Senadora Simone Tebet
16. Senador Cristovam Buarque
17. Senadora Angela Portela
18. Senador José Maranhão
19. Senador José Agripino
20. Senador Jorge Viana
21. Senador Acir Gurgacz
22. Senadora Fátima Bezerra
23. Senador Eduardo Amorim
24. Senador Aécio Neves
25. Senador Wilder Morais
26. Senador Alvaro Dias
27. Senador Waldemir Moka
28. Senador Roberto Requião
29. Senador Marcelo Crivella
30. Senador Randolfe Rodrigues
31. Senador Lasier Martins
32. Senadora Vanessa Grazziotin
33. Senador Reguffe
34. Senador Hélio José
35. Senador Cássio Cunha Lima
36. Senadora Regina Sousa
37. Senador Armando Monteiro
38. Senador Fernando Collor
39. Senador Fernando Bezerra Coelho
40. Senador Valdir Raupp
41. Senador Paulo Bauer
42. Senador Gladson Cameli
43. Senador Garibaldi Alves Filho
44. Senador Omar Aziz
45. Senador João Capiberibe
46. Senadora Lídice da Mata
47. Senador Antonio Carlos Valadares
48. Senador Otto Alencar
49. Senador Lindbergh Farias
50. Senador Paulo Rocha
51. Senadora Maria do Carmo Alves
52. Senador Tasso Jereissati
53. Senador Wellington Fagundes
54. Senadora Gleisi Hoffmann
55. Senador Flexa Ribeiro
56. Senador Paulo Paim  57. Senador Roberto Rocha
58. Senador Blairo Maggi
59. Senador Donizeti Nogueira
60. Senador José Pimentel
61. Senador Dalirio Beber
62. Senador Walter Pinheiro
63. Senador José Serra
64. Senador Humberto Costa
65. Senador Davi Alcolumbre
66. Senador Ciro Nogueira
67. Senador Ivo Cassol
68. Senador Benedito de Lira

Festa de Santa Rita de Cássia é declarada patrimônio cultural

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O Projeto de Lei que declara a Festa de Santa Rita de Cássia, realizada na cidade de Santa Cruz, na região Trairi, está pronto para a sua votação terminal no plenário da Assembleia Legislativa. A matéria foi apreciada e aprovada na sua última tramitação, antes de chegar ao plenário, na reunião desta quarta-feira (11) da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Social.

“Esse reconhecimento é o que o povo de Santa Cruz tanto queria A festa de Santa Rita de Cássia faz parte da cultura daquele município. É uma expressiva realização popular porque a fé e devoção à Santa são uma das maiores manifestações da Igreja católica. Os festejos ema comemoração à sua padroeira em Santa Cruz duram 10 dias, culminando com uma das maiores procissões do Estado, no dia 22 de maio”, disse a deputada Cristiane Dantas (PCdoB), relatora da matéria.

Na reunião, que contou com a presença do deputado Jacó Jácome (PSD), a Comissão de Educação fez a distribuição de 12 matérias entre os relatores Cristiane Dantas, Fernando Mineiro (PT) e Hermano Morais (PMDB) para discussão e votação na reunião da próxima quarta-feira (18).

Papa pede que Brasil siga caminho de harmonia e paz

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Exame – Cidade do Vaticano – O papa Francisco disse nesta quarta-feira em audiência geral no Vaticano que está rezando pela harmonia e paz no Brasil, em um “momento de dificuldade”, no dia em que a presidente Dilma Rousseff deve ser afastada do cargo em votação da admissibilidade do processo de impeachmentno Senado.

Ao saudar peregrinos brasileiros do Araxá, cidade de Minas Gerais, e falando em português, o papa disse que seus pensamentos estão com a nação brasileira, mas não fez referência direta à situação política de profundas divisões no país.

“Peço ao Senhor que derrame abundantemente os dons do seu Espírito, para que o país, nestes momentos de dificuldade, siga por estradas de harmonia e de paz, com a ajuda da oração e do diálogo”, disse o pontífice argentino.

Os comentários do papa Francisco foram feitos no dia em que o Senado vai votar a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que será afastada do cargo por até 180 dias em caso de aprovação por maioria simples.

Senado está pronto para iniciar sessão do impeachment

Karine Melo e Carolina Gonçalves – Repórteres da Agência Brasil

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A poucos minutos do início da sessão que vai votar a admissibilidade do processo contra a presidenta Dilma Rousseff, a movimentação nos corredores do Senado, especialmente de jornalistas e parlamentares, é intensa. Com a visitação proibida e o acesso restrito a servidores da Casa, imprensa credenciada, assessores e parlamentares, o acesso ao prédio principal do Senado está sendo feito pelos anexos, mas sem o rigor de passar todas pessoas pelo detector de metais, como aconteceu na Câmara dos Deputados, no último dia 17.

Até as 8h30 da manhã, 68 dos 81 senadores já estavam inscritos para falar no plenário. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), definiu que os oradores inscritos, contra e a favor do parecer da Comissão Especial do Impeachment, falarão alternadamente por até 15 minutos cada um e apenas uma vez. Não será permitida orientação da bancada pelos líderes e também não haverá apartes.

A expectativa é de que sejam mais de 15 horas de sessão, dividida em três blocos: de 9h às 12h; das 13h às 18h; e das 19h até o termino da votação, que pode resultar no afastamento da presidenta por 180 dias, caso o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) seja referendado por metade mais um dos senadores presentes a sessão de hoje. Se o relatório for rejeitado, o processo será arquivado.

Renan informou aos senadores sobre a impossibilidade de eles falarem mais do que o tempo determinado, pois os microfones das duas tribunas desligarão automaticamente ao final dos 15 minutos previstos para cada parlamentar.

Com dimensões bem menores do que a Câmara, no plenário Senado, além de parlamentares, só está autorizada a entrada de pessoas com credenciamento especial para hoje. Os senadores e cada um dos seis blocos parlamentares poderão levar apenas um assessor cada. Esses profissionais ocuparão a chamada tribuna de honra. Parentes de senadores terão de ficar nos gabinetes dos parlamentares.

Imprensa

Já as galerias, que normalmente são ocupadas por visitantes, estão reservadas aos profissionais de imagem da imprensa: cinegrafistas, fotógrafos e às rádios que farão transmissão da sessão ao vivo.
Na tribuna de imprensa, bem ao lado do lugar reservado aos senadores, ficarão os profissionais de veículos escritos: jornais, revistas e agências de notícias. Para esse local, devido à limitação de espaço, foram distribuídas poucas credenciais, com prioridade aos profissionais que cobrem permanentemente o Senado.

Desde da meia-noite de hoje (11), a Esplanada dos Ministérios está fechada para veículos. O acesso à Praça dos Três Poderes também está fechado ao público. Esse é o mesmo esquema adotado pela Secretaria de Segurança do Distrito Federal no dia da votação no plenário da Câmara dos Deputados. O muro instalado da Catedral ao Congresso Nacional em abril, quando 80 mil pessoas estiveram na Esplanada dos Ministérios, agora está de volta. Mais uma vez, manifestantes estarão separados por um corredor de 80 metros de largura por um quilômetro de comprimento. Ao longo de toda extensão, há policiais militares, bombeiros, agentes de trânsito e de saúde.

O grupo pró-impeachment ficará do lado direito do Congresso Nacional, tendo o Museu da República c

o de concentração. Já os manifestantes a favor de Dilma Rousseff poderão se encontrar no Teatro Nacional e seguir para o lado esquerdo do Congresso Nacional.
O prédio principal do Congresso está todo protegido por grades e o acesso ao gramado em frente ao espelho d’água será fechado.

TV Assembleia lança nova grade de programação e comemora avanços

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Educação, cultura, esportes, lazer, entretenimento e divulgação da atividade parlamentar. Esses são alguns dos principais focos da atuação da TV Assembleia do Rio Grande do Norte, que apresentou, na noite desta terça-feira (10), a nova grade de programação da emissora. Ao todo, 16 atrações serão transmitidas para todo o estado, com conteúdos variados e inovadores em TVs legislativas.

Durante a solenidade de lançamento da nova grade de programação, o diretor da TV Assembleia, Bruno Giovanni, comentou os avanços conseguidos ao longo dos 15 meses de nova gestão da emissora. Com 110 horas de produção de conteúdo próprio e 27 horas de conteúdo fornecido por parceiros durante a semana, o diretor comemora o avanço tecnológico alcançado nos últimos meses, que possibilitou a maior qualidade nas transmissões, gravação de todo o conteúdo em Full HD e possibilidade de até duas transmissões ao vivo, simultaneamente, além do trabalho de disponibilização de todo o material em ‘nuvem’.

“O trabalho está sendo realizado com todo o apoio do presidente Ezequiel Ferreira (PSDB), que não negou nada para o desenvolvimento da TV e da Rádio Assembleia. A Educação será o nosso foco em 2016. Vamos trabalhar para continuar levando à população conteúdo dos quais ela não tem acesso em emissoras abertas e comerciais”, garantiu o diretor.

Comemorando o sucesso da emissora, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza, salientou que a TV Assembleia realiza uma cobertura jornalística profunda e variada, para evitar que temas importantes e complexos sejam abandonados ou tratados de forma superficial. Para ele, 1uem ganha com isso é a população, que tem mecanismos para acompanhar, fiscalizar, criticar, elogiar e opinar sobre a atuação do Poder Legislativo.

“É de se destacar que a TV Assembleia passa a oferecer não só mais transparência nos atos do Poder Legislativo, mas uma programação de qualidade, com programas educativos, culturais e de prestação de serviço. É uma programação de alta qualidade, diferenciada, que vai fazer com que o Rio Grande do Norte se veja por meio da TV Assembleia”, disse Ezequiel Ferreira, elogiando o trabalho de todos os profissionais que fazem a emissora.

A expectativa é que a nova programação da TV Assembleia esteja no ar ainda no primeiro semestre, com novos programas expondo a atuação parlamentar, Mercado Publicitário, entretenimento e muito mais. “Vamos continuar trabalhando para que a programação da emissora chegue a cada vez mais potiguares, com conteúdo diversificado e de qualidade”, garantiu Bruno Giovanni.

Também participaram da solenidade os deputados Albert Dickson (PROS), Márcia Maia (PSDB), Cristiane Dantas (PCdoB) e Jacó Jácome (PSD), além do vice-governador Fábio Dantas (PCdoB), a diretora do Departamento Estadual de Imprensa, Suzy Noronha, o secretário adjunto de Comunicação do RN, Inamar Alves, a coordenadora de Comunicação da Assembleia, Marília Rocha, e o coordenador de Imprensa e Divulgação do Poder Legislativo, Rodrigo Rafael.

Delcídio do Amaral tem mandato cassado no Senado

O senador Delcídio do Amaral, durante reunião do Conselho de Ética, em Brasília (DF) - 09/05/2016
O senador Delcídio do Amaral, durante reunião do Conselho de Ética, em Brasília (DF) – 09/05/2016

Preso por tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato em novembro de 2015, o senador Delcídio do Amaral teve o mandato cassado nesta terça-feira no Senado por quebra do decoro parlamentar. A cassação de Delcídio foi construída com 74 votos favoráveis, enquanto nenhum senador votou contra e um se absteve. A decisão do plenário da Casa vem cinco meses depois de PPS e Rede ingressarem com uma representação contra o agora ex-senador no Conselho de Ética do Senado, cujo relator, Telmário Mota (PDT-RR), recomendou a cassação em seu parecer.

Com a perda do mandato e sem foro privilegiado, o ex-líder do governo Dilma Rousseff fica inelegível por oito anos e terá o processo na Lava Jato remetido pelo relator no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Teori Zavascki, ao juiz federal Sergio Moro, que conduz os processos da operação em primeira instância em Curitiba.

Como Delcídio não compareceu à sessão que lhe cassou o mandato e não enviou advogado para representá-lo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), determinou que fosse nomeado um defensor dativo, e o advogado Danilo Aguiar assumiu a defesa do senador. Ele argumentou que a conduta do ex-petista não é suficiente pra perda de seu mandato e pediu para que se aguarde o envio do aditamento da denúncia contra Delcídio pela Procuradoria-Geral da República (PGR) “a fim de que a defesa tomasse conhecimento de fatos novos”.

Delcídio do Amaral teve a prisão preventiva determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em “flagrante continuado” após aparecer em gravações feitas pelo filho do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, negociando a compra do silêncio de Cerveró na Lava Jato em troca de pagamentos mensais de 50.000 reais à família.

No diálogo gravado e entregue à PGR, que também levou à prisão o banqueiro André Esteves, o advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, e o chefe de gabinete Diogo Ferreira, Delcídio afirma que ministros do STF poderiam ser influenciados em prol da soltura de Cerveró, promete influência do vice-presidente Michel Temer e Renan Calheiros, e chega a planejar um mirabolante plano de fuga do ex-diretor da petrolífera ao exterior.

“Nós temos que centrar fogo no STF agora, eu conversei com o Teori, conversei com o Toffoli, pedi pro Toffoli conversar com o Gilmar, o Michel conversou com o Gilmar também, porque o Michel tá muito preocupado com o Zelada, e eu vou conversar com o Gilmar também”, maquinou o senador na conversa gravada.

Protestos contra o impeachment fecham vias em 13 estados e no DF

Rodovia federal BR-230 na saída de João Pessoa foi interditada nos dois sentidos (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Rodovia federal BR-230 na saída de João Pessoa foi interditada nos dois sentidos (Foto: Walter Paparazzo/G1)

G1 – Protestos contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) atingem rodovias, avenidas e sistemas de transportes públicos em 13 estados e no Distrito Federal na manhã desta terça-feira (10). No Senado, a votação sobre a continuidade do processo para afastar a presidente está prevista para esta quarta-feira (11).

Além do Distrito Federal, os atos ocorrem nos seguintes estados: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. As manifestações são lideradas por movimentos sociais e sindicatos.

TEMPO REAL: acompanhe os protestos

Veja a situação em cada estado:

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Protesto bloqueou rodovia BA-093

BAHIA
Os protestos atingem três pontos da avenida Suburbana, em Salvador, rodovidas estaduais federais. Próximo à cidade de Candeias, na BA-523, há bloqueio na via com queima de objetos.

Também havia protesto, até por volta das 8h, na Avenida Henry Ford, que liga a BA-535, a Via Parafuso ao Polo Petroquímico, em Camaçari; na BA-093, também em Camaçari; e na BA 528, em Vista Alegre, em Salvador

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), na altura do km 592 da BR-324, um grupo de manifestantes colocou objetos incendiados na pista para impedir a passagem de veículos, no sentido Feira de Santana. Segundo informações da PRF, o grupo deixou o local após dar início ao fogo. Na altura do km 527, um protesto bloqueia parte da via no sentido Salvador. A situação também deixa o trânsito lento no local.

Desde as 5h, cerca de 200 pessoas fecharam a BR-101, sentido Itabuna, no sul da Bahia, e Buerarema, na saída de Itabuna.


Em Chorozinho, a BR-116 ficou interditada nos dois sentidos devido a protestos (Foto: Divulgação/PRF-CE)
Em Chorozinho, a BR-116 ficou interditada

CEARÁ
Servidores públicos começaram, por volta das 9h20, a fechar a Avenida Pontes Vieira, em Fortaleza, no cruzamento com a Avenida Desembargador Moreira, próximo a Assembleia Legislativa do Estado. As atividades são coordenadas pela Frente Brasil Popular Ceará.

Membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) bloqueiam pela manhã trecho da BR-116, no município de Chorozinho, na Região Metropolitana de Fortaleza. Eles protestam contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff e também por reforma agrária.


Bloqueio feito por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em trecho da BR-070 no Distrito Federal nesta terça-feira (10); grupo faz ato de apoio à presidente Dilma Rousseff (Foto: TV Globo/Reprodução)
Bloqueio feito pelo MST em trecho da BR-070

DISTRITO FEDERAL
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) fecharam trechos das BRs 020 e 070. Na BR-020, o ato ocorre no DVO, dentro da região administrativa de Planaltina. Faixas foram usadas pelos manifestantes com mensagens em alusão à “jornada de lutas pela democracia”.

Na BR-070, o protesto acontece depois do posto da Polícia Rodoviária Federal e perto da divisa com Goiás. A interdição ocorreu em ambos os lados da via. A fumaça prejudicou a visibilidade.


Protesto na BR-262, em Viana (Foto: Cícero Sousa Neto/ VC no ESTV)
Protesto na BR-262, em Viana

ESPÍRITO SANTO
Cerca de 30 manifestantes interditaram parcialmente a rodovia BR-262, em Viana, desde as 4h30. Até as 6h50, a pista continuava interditada. No Centro de Vitória, o grupo de manifestantes fechou a avenida em frente ao Palácio Anchieta e colocou fogo em pneus. O trânsito foi interditado nas avenidas Jerônimo Monteiro e Getúlio Vargas.

A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) informou que a manifestação é da Central Única de Trabalhadores (CUT) e que a Polícia Militar acompanha os protestos. Os atos seguem pacíficos.


Manifestantes bloqueiam trânsito na avenida Beira-Mar, em São Luís (MA) (Foto: Danilo Quixaba)
PT bloqueiam trânsito na avenida Beira-Mar

MARANHÃO
Manifestante realizam ato na avenida Beira-Mar, região central de São Luís na manhã desta terça-feira. Cerca de 30 manifestantes bloquearam o trânsito parcialmente, em intervalos de 10 minutos, no trecho próximo ao Mercado do Peixe. O trânsito ficou congestionado nas avenidas Senador Vitorino Freite, rua do Egito e em outras vias de acesso à avenida Beira-Mar.

O protesto foi convocado pela Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo, com apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Maranhão.


BR-135, em Buenópolis, permace interditada. (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
BR-135, em Buenópolis, permanece interditada

MINAS GERAIS
Manifestantes interditam o trânsito nas BRs-135, em Buenópolis (MG), e 251, em Padre Carvalho (MG) na manhã desta terça. Integrantes do MST e dos Geraizeiros participam do protesto em defesa do governo Dilma.

Segundo as primeiras informações da Polícia Rodoviária Federal, o trânsito está fechado nos dois sentidos. Foram utilizadas árvores e pneus para impedir a passagem de veículos, e os manifestantes permanecem nas vias segurando faixas e cartazes.

Integrantes do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG) fazem umamanifestação em frente à Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Sindicalistas dizem que o ato tem um carro de som, faixas, bandeiras e a participação de 200 pessoas. A Polícia Militar (PM) falou em 60 manifestantes.


Manifestantes fecharam a entrada de uma das empresas de ônibus de transporte público em João Pessoa, nesta terça-feira (10) (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Manifestantes fecharam entrada de empresa de ônibus

PARAÍBA
Manifestantes fecharam a garagem de uma das empresas de ônibus de transporte público no bairro do José Américo, em João Pessoa, bloquearam um trecho da BR-230, nos dois sentidos da rodovia federal, que liga a capital paraibana ao interior do estado, e interditaram as linhas de trens nas estações da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em João Pessoa e em Santa Rita. A via Acesso Oeste, em João Pessoa, também foi bloqueada.

Além dos bloqueios nos transportes, está prevista a paralisação por cerca de uma hora nos bancos de João Pessoa, principalmente nas agência localizadas na Avenida Epitácio Pessoa.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, em Campina Grande duas rodovias federais foram interditadas. Na BR-230 os manifestantes fecharam a entrada e saída para o litoral paraibano, próximo a avenida Brasília. Outro ponto fechado foi na BR-104, na saída de Campina Grande para o Brejo paraibano.


Calçadão da VX de Novembro amanhece com balões pró-governo Dilma Rousseff (PT) (Foto: Elisane Frank/ Arquivo pessoal)
Calçadão da VX de Novembro amanhece com balões

PARANÁ
Em Curitiba, manifestantes colocarambalões em formato de coração no calçadão da XV de Novembro, com a frase “fica, querida”. Participaram do ato professores da rede estadual de ensino, servidores públicos e trabalhadores da construção civil ligados à Frente Brasil Popular.

Em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, integrantes do Movimento Sem Terra se concentram em frente à Hidrelétrica de Itaipu. A estimativa da Polícia Rodoviária Federal (PRF) é 200 manifestantes. Os organizadores do movimento calculam 500 pessoas.


Manifestantes queimaram pneus, deixando rodovia interditada (Foto: Reprodução/WhatsApp)
Manifestantes queimaram pneus em Jabotão de Guararapes

PERNAMBUCO
Protestos organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) contra o impeachment estão interditando as estradas de Pernambuco ao longo da manhã. Depois de ocupar os dois sentidos da BR-101 Sul, em Jaboatão dos Guararapes, manifestantes do movimento coordenam ato na BR-101 Norte, em Goiana, Zona da Mata.

Também houve manifestação na BR-232, no município de Pesqueira, no Agreste, mas, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a via foi liberada às 9h20. A Polícia Militar contabilizou 100 manifestantes no local.

Além do MST, o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) decidiu paralisar as atividades e prevê uma passeata a partir das 16h desta terça, no Recife. O movimento dos servidores tirou de circulação os trens das linhas Cajueiro Seco-Cabo de Santo Agostinho e Cajueiro Seco-Curado, em Jaboatão dos Guararapes.


Integrantes do MST interditaram a BR-316 em Picos (Foto: Josimar Santos)
Integrantes do MST interditaram a BR-316

PIAUÍ
Pelo menos três trechos de rodovias federais que cortam o Piauí foram bloqueados por manifestantes nesta manhã. Os protestos estão sendo registrados nas BRs 316 e 343 nas cidades de Teresina, Amarante e Picos, as duas últimas cidades no Sul do estado.

Na capital, o trecho interditado fica entre Teresina e Demerval Lobão e é organizado pela Frente Brasil Popular. Os atos são organizados por movimentos sociais que são contra o impeachment.


RIO DE JANEIRO
A Rodovia Rio-Santos foi totalmente fechada às 6h30 desta terça-feira (10) na altura de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio.

O grupo ateou fogo em pneus, e uma grande cortina de fumaça era observada por volta das 7h, atrapalhando a visibilidade dos motoristas que passavam pelo local. De acordo com a PRF, cerca de 30 pessoas estavam no local.

RIO GRANDE DO NORTE
A terça-feira amanheceu sem ônibus em Natal. Motoristas e cobradores aderiram à paralisação nacional convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTT) e não saíram das garagens.

A Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) liberou para que os táxis e ônibus fretados cobrem a tarifa do transporte urbano e circulem pelos corredores exclusivos.

No campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, na Zona Sul da cidade, um grupo de manifestantes ateou fogo em pneus. As chamas obstruíram o tráfego de veículos e impediram a entrada na instituição às margens da BR-101. As aulas ocorrem normalmente, apesar do baixo número de alunos em razão da falta de ônibus.


Protesto do MST em rodovia gaúcha nesta terça (Foto: PRF/Divulgação)
Protesto do MST em rodovia gaúcha

RIO GRANDE DO SUL
Diversas rodovias do estado foram palco de protestos e bloqueios na manhã desta terça-feira. A maioria está na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Manifestantes bloquearam pontos da BR-116, em Sapucaia do Sul e em Caxias do Sul, na Serra, na ERS-040, em Viamão, na BR-290, em Eldorado do Sul, na BR-293, em Hulha Negra, na Campanha, e na BR-285, em São Borja, na Fronteira Oeste.

Na ERS-040 o bloqueio provocou congestionamento e houve início um princípio de tumulto entre manifestantes e motociclistas. A Brigada Militar foi acionada e controla a situação no local.

Natal amanhece sem ônibus e com protesto; há congestionamentos

Motoristas e cobradores não deixaram as garagens das empresas e ônibus não circularam na manhã desta terça em Natal (Foto: Wendell Jefferson)
Motoristas e cobradores não deixaram as garagens das empresas e ônibus não circularam na manhã desta terça em Natal (Foto: Wendell Jefferson)

G1 – A terça-feira (10) amanheceu sem ônibus em Natal e com pneus queimados na UFRN. Motoristas e cobradores aderiram à paralisação nacional convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTT) e não saíram das garagens. Às 9h10, por meio de uma rede social, a Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) informou que os ônibus começaram a deixar as garagens das empresas.

O protesto, de acordo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro/RN), era contra o processo de impeachment da presidente Dilma e a possibilidade de perda de direitos trabalhistas.

Às 8h30, a STTU informou que havia vários pontos de congestionamento, principalmente nas duas pontes que ligam a Zona Norte ao restante da cidade.

Paradas de ônibus cheias retratam a manhã tumultuada para quem precisou sair de casa (Foto: Wendell Jefferson)
Paradas de ônibus cheias retratam a manhã tumultuada para quem precisou sair de casa (Foto: Wendell Jefferson)

A Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) liberou para que os táxis e ônibus fretados cobrem a tarifa do transporte urbano e circulem pelos corredores exclusivos.

STTU liberou ônibus fretados, o que salvou muita gente  (Foto: Wendell Jefferson)
STTU liberou ônibus fretados, o que salvou muita gente (Foto: Wendell Jefferson)

Outra solução para quem precisa sair de casa eram os veículos alternativos, que seguem circulando normalmente. Os ônibus intermunicipais também estão rodando nesta terça.

Fogo
No campus central da UFRN, na Zona Sul da cidade, um grupo de manifestantes ateou fogo em pneus. As chamas obstruíram o tráfego de veículos e impediram a entrada na instituição às margens da BR-101. As aulas ocorrem normalmente, apesar do baixo número de alunos em razão da falta de ônibus. Às 9h, a Polícia Rodoviária Federal informou que o trânsito de veículos fluía normalmente na BR-101, no trecho que corta Natal.

Manifestantes atearam fogo em pneus e obstruíram a entrada do campus da UFRN às margens da BR-101 (Foto: Robson Oliveira/Inter TV Cabugi )
Manifestantes atearam fogo em pneus e obstruíram a entrada do campus da UFRN às margens da BR-101 (Foto: Robson Oliveira/Inter TV Cabugi )

Mantega é levado coercitivamente para depor em nova fase da Zelotes

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Guido Mantega: ex-ministro foi conduzido coercitivamente em investigação da operação Zelotes.

Exame – A Operação Zelotes cumpre 30 mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva nesta segunda-feira, 9. O alvo desta etapa é o grupo Comercial Penha.

O ex-ministro Guido Mantega foi conduzido coercitivamente – quando o investigado é levado para depor e liberado.

A Zelotes apura suspeitas de manipulação de julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

Empresa de amigo

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram nesta manhã mais uma fase da Operação Zelotes que investiga esquema de compra de votos no Carf, o conselho vinculado ao Ministério da Fazenda que julga recursos de multas de grandes contribuintes.

O alvo é a Cimento Penha, firma do empresário Victor Garcia Sandri, amigo do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os investigadores pediram medidas contra Mantega, mas inicialmente a Justiça Federal não autorizou.

A empresa teria comprado o então conselheiro do Carf Valmar Fonseca de Menezes para anular seu débito.

O MPF sustenta que o ex-ministro Guido Mantega nomeou, em junho de 2011, Valmar e também o então conselheiro José Ricardo da Silva – já condenado na Zelotes – para a câmara que analisou o caso do seu amigo.

Com isso, a Cimento Penha conseguiu abater débito de R$ 106 milhões em julgamento no Carf.

Mantega já teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados. Também foram ordenadas as mesmas medidas em relação à Coroado Administração de Bens, empresa do ex-ministro petista.

A Coluna do Estadão apurou que o MPF solicitou o cumprimento de ao menos 15 mandados de busca e apreensão e 15 conduções coercitivas.

Em e-mails interceptados pela Zelotes, o empresário Victor Sandri menciona o nome de Mantega em conversas com o então conselheiro Valmar. As investigações teriam encontrado pagamento de R$ 15 milhões para empresa de auditoria e consultoria vinculada a Valmar.