Category: Lei & Justiça

Relator deve apresentar denúncia contra Temer nesta terça-feira

Deputado Bonifácio de Andrada, do PSDB
Deputado Bonifácio de Andrada, do PSDB (Facebook/Arquivo Pessoal/Reprodução)

A terça-feira será um dia incomum na Câmara dos Deputados. Em semana curta, não só haverá quórum e atenção na Casa, como será apresentado, pela segunda vez na história, um parecer de denúncia contra um presidente da República.

O relator da acusação contra Michel Temer, deputado federal Bonifácio Andrada (PSDB-MG), prometeu para esta terça-feira a apresentação de seu pedido de prosseguimento ou arquivamento da ação da Procuradoria-Geral da República.

A queixa desta vez é por obstrução de Justiça e organização criminosa e a sessão estava preliminarmente marcada para 10 horas.

Há boa chance de atraso, contudo. Andrada adiantou na noite de ontem que poderia pedir a remarcação caso não conseguisse terminar o texto do relatório. O governo tem pressa de fazer tramitar a denúncia para que seja possível sonhar com uma aprovação em tempo recorde da reforma da Previdência. A aposta da consultoria política Eurasia é que o governo deve aprovar ao menos um texto magro, com fixação da idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens e alguma regra de transição. Para isso, terão apenas o mês de novembro.

O discurso do relator, em linha com o que quer o governo, indica que a decisão do relator será de cooperação, pelo arquivamento da denúncia.

Nem mesmo os 89% dos entrevistados que gostariam de ver a denúncia chegar ao Supremo Tribunal Federal, segundo pesquisa Datafolha divulgada no início do mês, serão suficientes para mudar a ideia de governistas. Andrada, com 87 anos e 10 mandatos de experiência, não deve se dobrar à pressão popular.

O ônus fica para o PSDB, que tentou tirá-lo do posto de relator para não se desgastar ainda mais perante o eleitorado, mas não conseguiu.

No fim das contas, o governo quer enterrar a denúncia até o fim do mês. Para isso, precisa passar por uma maratona: até 132 deputados podem falar por 15 minutos na Comissão de Constituição e Justiça.

Depois, a denúncia vai a plenário. A oposição vai tentar fatiar a votação de Temer e dos ministros envolvidos. O planalto quer um grande pacotão da redenção. Temer passou o dia de ontem reunido com congressistas. Até o fim do processo, sua rotina não muda.

 

Fonte: https://exame.abril.com.br/brasil/dia-de-parecer-de-denuncia-contra-temer-2/

Magistrados dizem que reforma trabalhista não pode ser aplicada como foi aprovada

Godinho, do TST.

Aprovada no Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República, a reforma trabalhista ainda não foi discutida pelos tribunais, mas juízes, desembargadores e ministros da Justiça do Trabalho já dizem que as novas normas não poderão ser aplicadas integralmente.

Eles estão reunidos em Brasília nesta segunda-feira (9/10) em evento da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra). No encontro, ministros do Tribunal Superior do Trabalho, desembargadores, procuradores e auditores fiscais do Trabalho, entre outros, fizeram duras críticas às mudanças nas leis que regem as relações entre patrões e empregados e avisaram: diversos pontos da reforma não se tornarão realidade, pois desrespeitam a Constituição Federal e tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.

Para o ministro do TST Mauricio Godinho, por exemplo, caso a nova lei seja interpretada de maneira literal, a população não terá mais acesso à Justiça do Trabalho no Brasil, o que representaria clara ofensa ao princípio do amplo acesso ao Judiciário estabelecido pela Constituição.

“Faremos a interpretação do diploma jurídico em conformidade com a Constituição. Não houve constituinte no país e não houve processo revolucionário que tenha suplantado a Constituição Federal. A Constituição é a grande matriz que vai iluminar o processo interpretativo da Reforma Trabalhista”, avisou.

 

Fonte: https://www.conjur.com.br/2017-out-09/juizes-ministros-discutem-nao-aplicar-reforma-trabalhista

Gilmar diz que suicídio de reitor mostra problemas do abuso de autoridade

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Foto: Internet

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, declarou neste domingo (7/10) que o suicídio do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina “serve de alerta sobre as consequências de eventual abuso de poder por parte das autoridades”.

Em seu perfil no Twitter, ele disse que o Conselho Nacional de Justiça, o Conselho Nacional do Ministério Público e o Ministério da Justiça deveriam abrir investigações sobre o fato. “Não estou antecipando responsabilização, mas o caso demonstra que, algumas vezes, sanções vexatórias são impostas sem investigações concluídas”, declarou o ministro.

Luiz Carlos Cancellier atirou-se de um shopping na segunda-feira (2/10), depois de ter passado dias presos sob suspeita de atrapalhar apuração da Corregedoria da UFSC sobre suposto desvio de R$ 80 milhões que seriam usados em cursos de Educação a Distância (EaD). Foi solto logo depois e proibido de entrar na universidade.

 

Fonte: https://www.conjur.com.br/2017-out-08/gilmar-suicidio-reitor-mostra-problemas-abuso-autoridade

Juiz federal acata pedido do MPF e Nuzman permanecerá preso

Presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, chega a sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro
Nuzman: procuradores também alertaram que Nuzman continuava a atuar em benefício próprio (Bruno Kelly/Reuters)

O juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) e converteu nesta segunda-feira a prisão temporária de Carlos Arthur Nuzman em prisão preventiva, quando não há prazo para terminar.

Bretas também determinou a prorrogação da prisão temporária de Leonardo Gryner, apontado como braço direito de Nuzman.

No pedido, o MPF destacou que “a ocultação do dinheiro ilícito produzido pela corrupção sistêmica” perduram até hoje.

Na deflagração da Operação Unfair Play, os procuradores apontaram para a ocultação de bens de Carlos Arthur Nuzman, incluindo 16 barras de ouro depositadas em um cofre na Suíça.

Os procuradores também alertaram que Carlos Arthur Nuzman continuava a atuar em benefício próprio, usando os instrumentos do Comitê Rio-2016, do qual também é presidente, bem como a sua influência sobre as pessoas que lá trabalham.

Eles citaram um e-mail do cartola datado de 25 de setembro deste ano – portanto, após deflagração da operação -, em que ele determinava “urgência” no pagamento do escritório Nelio Machado Advogados, que atua em sua defesa.

O pagamento solicitado era de R$ 5,5 milhões, mas o Estado apurou que a liberação do montante não foi autorizada por não passar pelas regras de governança do comitê. O Rio-2016 tem dívidas na casa dos R$ 100 milhões.

O MPF também pediu a prorrogação da prisão provisória de Leonardo Gryner, que também está preso desde a quinta-feira passada.

Ele é apontado pelos investigadores como “braço direito” de Carlos Arthur Nuzman e divide a cela com o dirigente na cadeia de Benfica, na zona norte do Rio, onde estão confinados os investigados na Operação Lava Jato.

 

Fonte: https://exame.abril.com.br/brasil/juiz-federal-acata-pedido-do-mpf-e-nuzman-permanecera-preso/

Justiça autoriza família do DF a plantar maconha para tratar jovem de 16 anos

Exemplar de Cannabis sativa, planta regularmente conhecida como maconha (Foto: Thinkstock)
Exemplar de Cannabis sativa, planta regularmente conhecida como maconha (Foto: Thinkstock)

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal autorizou, nesta quinta-feira (5), que uma mãe plante maconha para tratar a doença neurológica da filha, de 16 anos. Desde a infância, a jovem sofre com crises convulsivas, dor crônica e paralisia dos pés e das mãos. A permissão foi dada por três desembargadores da 1ª Turma Criminal, por unanimidade.

Segundo a advogada que representa a família, Daniela Tamanini, o composto produzido em casa aproveita dois princípios ativos presentes na maconha – o canabidiol (CDB) e o tetrahidrocanabidiol (THC). O primeiro ajuda a evitar as convulsões, e o segundo ameniza a dor crônica enfrentada pela jovem.

Sem o uso regular dessas suas substâncias, a família conta que a adolescente chega a ter 40 convulsões seguidas em uma única manhã. Ao longo dos últimos 16 anos, os pais recorreram a tratamentos convencionais, sem sucesso.

Fonte: https://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/justica-autoriza-familia-do-df-a-plantar-maconha-para-tratar-jovem-de-16-anos.ghtml

STF decide julgar recurso que pode liberar candidaturas avulsas

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STF: a decisão do Supremo ocorre no mesmo dia em que o Senado aprovou um texto de reforma política (Marcos Oliveira/Agência Senado)

Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira, 5, estabelecer repercussão geral a uma ação que discute a possibilidade de uma pessoa não filiada a partido político se candidatar em eleições.

A questão foi colocada pelo ministro relator, Luís Roberto Barroso, em um recurso de autoria de um advogado que teve negado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro de candidatura à Prefeitura do Rio de Janeiro em 2016 sob o argumento de que a Constituição exige filiação partidária a candidatos.

A decisão abre a possibilidade de o STF alterar, em um julgamento futuro, este ponto do sistema eleitoral.

Não há previsão de quando o tema deverá ser julgado. O relator Barroso afirmou que é preciso debater amplamente o tema antes de uma votação.

O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, se adiantou em advertir que, para as eleições de 2018, não haveria condições operacionais de implementar as candidaturas avulsas.

Mendes disse isso enquanto levantou, de forma irônica, a hipótese de algum ministro dar uma liminar permitindo candidatura avulsa.

A proposta de Barroso sofreu resistência de quatro ministros – Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e o próprio Gilmar Mendes.

Eles afirmaram que o recurso já chegou ao Supremo prejudicado, isto é, sem que seja possível conceder ao autor aquilo que ele pede, porque a eleição já se passou.

Assim não seria possível, na visão deles, julgar se a proibição de candidatura deve ser revista para todos os cidadãos. Lewandowski chegou a afirmar que o Supremo não pode “fazer reforma política a partir de uma decisão jurisprudencial”.

Barroso, no entanto, foi acompanhado por Celso de Mello, Luiz Fux, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Edson Fachin, que aceitaram atribuir repercussão geral ao tema.

Vencidos em relação ao prejuízo da ação, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes aceitaram a repercussão geral para debate da ação.

 

Fonte: https://exame.abril.com.br/brasil/stf-decide-julgar-recurso-que-pode-liberar-candidaturas-avulsas/

MPF vai investigar recibos de aluguel apresentados por Lula

O Ministério Público Federal vai investigar os recibos de aluguel apresentados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como provas de pagamento de aluguel da cobertura vizinha a do petista. A Força-Tarefa da Operação Lava-Jato protocolou, na noite desta quinta-feira, ao juiz Sergio Moro o chamado “incidente de falsidade” para apurar a autenticidade dos documentos.

Luiz Inácio Lula da Silva – AFP

Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/mpf-vai-investigar-recibos-de-aluguel-apresentados-por-lula-21915514

Relator mantém entrega de parecer sobre denúncia para terça

Presidente Michel Temer durante pronunciamento no Palácio do Planalto, em Brasília
Temer: o presidente é acusado de liderar uma organização criminosa e obstruir a Justiça (Ueslei Marcelino/Reuters)

O deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), relator da denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, informou hoje (5) que seu parecer sobre a matéria deverá ser entregue na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara até terça-feira (10).

Andrada tem reclamado do pouco tempo que dispõe para analisar as mais de mil páginas que compõem a peça acusatória elaborada pela Procuradoria Geral da República (PGR) e também pelas defesas dos acusados.

A denúncia acusa o presidente Temer e os ministros de organização criminosa. O presidente também foi denunciado por obstrução de Justiça. As defesas, apresentadas ontem (4) à CCJ, rebatem as imputações da PGR.

“Meu trabalho na CCJ é cansativo, tenho mais de mil páginas para olhar”, disse. Segundo o parlamentar, duas equipes o auxiliam no trabalho da relatoria: uma na Câmara e a outra composta por profissionais ligados diretamente a ele.

 

Fonte: https://exame.abril.com.br/brasil/relator-mantem-entrega-de-parecer-sobre-denuncia-para-terca/

Corregedoria do CNJ suspende pagamento de retroativo do auxílio-moradia para magistrados do RN

Ministro João Otávio Noronha, corregedor Nacional de Justiça. (Foto: Roberto Jayme/ASICS/TSE)
Ministro João Otávio Noronha, corregedor Nacional de Justiça. (Foto: Roberto Jayme/ASICS/TSE)

A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça determinou a suspensão do pagamento retroativo de auxílio-moradia dos desembargadores e juízes do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. A decisão é do ministro João Otávio de Noronha, corregedor Nacional de Justiça, através de liminar, proferida nesta quinta-feira (5). Dentro os argumentos que embasam a determinação, Noronha alega o prejuízo aos cofres públicos.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte ia pagar auxílio-moradia retroativo referente a cinco anos aos magistrados do Estado. Através de nota, o Poder confirmou o pagamento, no entanto não revelou os valores, nem quanto o montante vai impactar nos cofres públicos. Atualmente os magistrados recebem R$ 4.380 por mês.

Na mesma nota, o Tribunal de Justiça se ateve a dizer que as quantias pagas estarão disponíveis no final do mês, no Portal da Transparência.

A Corregedoria determina que o TJRN suspenda “imediatamente qualquer pagamento retroativo amparado pelo ato suspenso pela presente decisão, bem como para que, no prazo de 15 (quinze) dias, apresente sua manifestação, inclusive remetendo cópia integral do processo que originou o julgado”.

Na determinação, o ministro João Otávio de Noronha argumenta que o pagamento do auxílio-moradia retroativo contraria decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O fato ensejou a atuação da Corregedoria Nacional de Justiça no caso.

O ministro alega ainda que o pagamento pode acarretar em danos ao orçamento do próprio Tribunal de Justiça do RN. “O pagamento de auxílio-moradia retroativo sem dotação orçamentária, ou ainda, com remanejamento de orçamento, pode acarretar sérios danos na administração do Tribunal que, como de todo o País, sofreram contingenciamento em seus orçamentos”, diz João Otávio de Noronha na decisão.

Crédito Suplementar

O Governo do Estado abriu crédito suplementar de R$ 41, 2 milhões para o Tribunal de Justiça. O crédito foi viabilizado através do decreto 27.436, que diz que os recursos são destinados à “Operacionalização e Manutenção das Atividades do Poder Judiciário”.

 De acordo com a publicação, o montante é proveniente ao superávit financeiro do Imposto sobre a Produção e Circulação de Mercadoria (ICMS).
Fonte: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/corregedoria-do-cnj-suspende-pagamento-de-retroativo-do-auxilio-moradia-para-magistrados-do-rn.ghtml

A Veja publica diálogo entre delatores da J&F que pode comprometer o STF

A Veja revela parte das conversas do diretor e empresários da J&F, e elas envolvem os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, Dias Tofolli e  Lewandowski.

Um problema para o STF digerir e resolver.

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Foto: Internet

Fonte: http://veja.abril.com.br/brasil/diretor-da-jf-comemora-o-gilmar-comecou-a-ajudar-a-gente/

 

Ministro Marco Aurélio foi contra retroatividade da lei para prejudicar

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Foto: Agência Brasil

O ministro Marco Aurélio seguiu a linha da defesa e foi enfático em criticar a posição dos colegas pela retroatividade da aplicação da Ficha Limpa. “Em 39 anos de judicatura, jamais me defrontei com situação tão constrangedora para o Supremo como essa”, afirmou.

Ele disse que é regra básica o fato de as leis aprovadas pelo Congresso terem efeito dali em diante, nunca para casos anteriores à criação da nova norma. “O que se tem nesse caso? Critério de plantão inaugurado pelo Supremo? Aprendi desde sempre que o exemplo vem de cima”, lamentou.

Celso de Mello também seguiu o relator. Ele ressaltou que a moralidade é premissa para o exercício de mandatos eletivos, mas argumentou que a Constituição deve ser observada e os princípios da coisa julgada e do ato jurídico perfeito, respeitados. A inelegibilidade, disse, traduz gravíssima limitação a direito fundamental. O perigo da interpretação a favor da retroatividade, sustentou, é que abre possibilidade para “desrespeito a inviolabilidade do passado”.

Não se pode retroagir, salientou, porque o ato jurídico da condenação já se exauriu em todas suas potencialidade. O decano fez um histórico do comportamento da humanidade em relação ao cumprimento das leis. Segundo ele, os filósofos gregos Platão, Sócrates e Cícero já citavam a importância de a aplicação da lei se dar de sua aprovação em diante, jamais o contrário: “A irretroatividade vale para todas as leis, sem exceção”.

Sobre o fato de a legislação questionada ter origem em projeto de lei de iniciativa popular, ele afirmou que até mesmo esse conjunto de pessoas responsáveis por apresentar a legislação tem de se atentar às regras da Constituição. “O projeto, não importa se ordinário ou complementar, pois todos representam pretensão de um direito novo, estão subordinados às formalidades constitucionais”, alertou.

 

Fonte: http://www.conjur.com.br/2017-out-04/ficha-limpa-aplicada-casos-anteriores-lei-decide-stf

Ficha Limpa pode ser aplicada a casos anteriores à lei, decide Supremo

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Foto: Internet

A extensão para oito anos do prazo de inelegibilidade para crimes de abuso de poder econômico ou político previstos na Lei Complementar 135/2010, a Lei da Ficha Limpa, também serve para condenações anteriores a 2010. Assim decidiu o Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira (4/10), por maioria apertada, de 6 votos a 5.

Na interpretação majoritária, o Plenário assentou no julgamento de 2012, em que foi reconhecida a constitucionalidade da Lei Ficha Limpa, que as sanções eleitorais previstas na LC podem ser aplicadas de maneira retroativa, sem ofensa à coisa julgada.

Nesta quarta-feira, os ministros Marco Aurélio e Celso de Mello seguiram a posição do relator, ministro Ricardo Lewandowski, no sentido de impedir que a LC valesse para sentenças anteriores à criação da lei, em 2010. A presidente, ministra Cármen Lúcia, no entanto, acompanhou a divergência inaugurada na semana passada pelo voto-vista do ministro Luiz Fux, e desempatou o julgamento.

No início da sessão, o advogado José Eduardo Alckmin pediu a palavra e defendeu que o processo em questão estava prejudicado e que o julgamento deveria ser suspenso. Isso porque, apesar de se tratar de repercussão geral, o objeto do recurso extraordinário específico já está superado, segundo o advogado. A maioria dos magistrados decidiu pela prejudicialidade do RE, mas entendeu que isso não impediria a discussão sobre a tese a ser fixada na repercussão geral.

A questão foi levada ao STF por um político que teve seu registro de candidatura cassado pela Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar 64/1990). Só que a lei previa prazo de três anos para que candidato que teve o registro impugnado pudesse voltar a se candidatar. Esse prazo foi estendido pela Lei da Ficha Limpa.

O caso envolve o artigo 22, inciso XIV, da LC 64. O candidato que entrou com o recurso foi condenado antes da edição da Lei da Ficha Limpa e já cumpriu os três anos de inelegibilidade previstos na redação antiga do dispositivo, mas, eleito, teve seu registro negado. Ele alegava, portanto, que a sanção prevista na nova lei não pode retroagir para atingir seu caso, que inclusive já transitou em julgado.

 

Fonte: http://www.conjur.com.br/2017-out-04/ficha-limpa-aplicada-casos-anteriores-lei-decide-stf

Sérgio Moro recebe honraria de universidade americana por atuação na Lava Jato

Sérgio Moro, juiz da Lava Jato (Foto: Rodolfo Buhrer/Fotoarena/Estadão Conteúdo; Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Sérgio Moro, juiz da Lava Jato (Foto: Rodolfo Buhrer/Fotoarena/Estadão Conteúdo; Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo)

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em primeira instância, recebeu honraria da Universidade de Notre Dame nesta segunda-feira (2), em São Paulo.

Segundo a instituição, o Notre Dame Awards é concedido a pessoas que são “pilares de consciência e integridade, cujas ações beneficiaram seus compatriotas”.

O prêmio existe desde 1992 e já foi entregue a pessoas como Madre Teresa de Calcutá, o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter e o irlândes John Hume, agraciado com o Nobel da Paz em 1998.

“No caso do Dr. Moro, a universidade reconhece que ele está envolvido em nada menos que a preservação da integridade de sua nação, apesar de sua aplicação firme e imparcial da lei. Ao abordar os problemas prejudiciais da corrupção pública de uma maneira justa, mas zelosa, o Dr. Moro fez diferença marcante para todos os brasileiros e para a humanidade em geral na nossa sede universal de justiça”, comentou o presidente da universidade, John I. Jenkins.

Ao premiar o juiz, a universidade citou que o juiz brasileiro modelou sua atividade jurídica com base na Operação Mãos Limpas, que envolvia investigações sobre a corrupção na Itália, na década de 1990.

A instituição também relembrou que o magistrado paranaense teve papel fundamental no “caso Banestado” – escândalo de evasão de dezenas bilhões de reais do Banco do Estado do Paraná, também, na década de 1990.

“Sérgio Fernando Moro e sua equipe deram nova esperança aos brasileiros e a milhões de pessoas em todo o mundo que desejam honestidade no governo. Como resultado do bom trabalho do Dr. Moro, o Brasil, em vez de ser infame pela corrupção, tornou-se um farol para o resto do hemisfério sobre como lutar contra isso”, disse a universidade, em nota.

Fonte: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/sergio-moro-recebe-honraria-de-universidade-americana-por-atuacao-na-lava-jato.ghtml

Sergio Moro cogita deixar a Lava Jato, diz revista

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Foto: Marcelo D. Sants/FramePhoto/Folhapress

O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, teria confidenciado a um amigo que gostaria de deixar o comando das ações ligadas à Operação Lava Jato na primeira instância. As informações são do jornalista Gabriel Mascarenhas, da coluna Radar de VEJA.

De acordo com a coluna, o limite para o magistrado seria o fim de todos os processos que contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que estão na Vara Federal de Curitiba, sob análise de Moro.

Moro determinou a primeira condenação do petista em julho do ano passado, mas ainda avalia outras três ações contra Lula, que ainda é réu em ações na Operação Zelotes e na Operação Janus.

Sob a batuta de Moro na maior parte dos casos, a Lava Jato completou, até o fim de agosto, 165 condenações contra 107 pessoas que, juntas, somam quase 1.635 anos de prisão.

 

Fonte:  https://exame.abril.com.br/brasil/sergio-moro-cogita-deixar-a-lava-jato-diz-revista/

Em primeira entrevista, Eduardo Cunha diz estar pronto para falar e detona Moro

Eduardo Cunha foi o responsável pela abertura do processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff
Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirma em sua primeira entrevista desde que foi preso que está pronto para revelar tudo o que sabe para a nova procuradora-geral, Raquel Dodge. Cunha ainda inocenta Michel Temer e critica o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jata em Curitiba.

A entrevista de Eduardo Cunha foi publicada no site da revista “Época” na noite desta sexta-feira (29). Nela, o ex-presidente da Câmara garante ter provas, datas, fatos e testemunhas que comprovam tudo o que ele sabe. “Tenho histórias quilométricas para contar, desde que haja boa-fé na negociação.”

Cunha acredita que Rodrigo Janot, ex-procurador-geral, não queria a verdade, “só queria derrubar Michel Temer”, e, por isso, sua delação premiada não deu certo. “Tenho muito a contar, mas não vou admitir o que não fiz. Não recebi qualquer pagamento do Joesley  para manter silêncio sobre qualquer coisa. Janot queria que eu colocasse mentiras na delação para derrubar o Michel Temer. Se vão derrubar ou não o Michel Temer, se ele fez algo de errado ou não, é outra história. Mas não vão me usar para confirmar algo que não fiz, para atender aos interesses políticos do Janot.”

O responsável pela abertura do processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff garante que Janot operou politicamente o processo de delações. Para ele, o ex-procurador geral viu em um possível afastamento de Temer a oportunidade de colocar Nicolao Dino, seu vice, como seu sucessor na PGR. “É nesse contexto que aparece aquela delação absurda da JBS.”

 

Veja mais no link: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2017-09-30/eduardo-cunha-entrevista.html